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Quer mais agendamento na sua clínica?

Por que e como utilizar o e-mail marketing no consultório?

O e-mail marketing no consultório garante um relacionamento próximo com os pacientes de forma automatizada e ainda economiza recursos. 

O e-mail marketing é um excelente aliado para manter contato no pós-consulta com o paciente de forma automática e segmentada.

Ele também é um dos pilares de uma estratégia conhecida como marketing de relacionamento, a qual, segundo a Resultados Digitais:

“É uma estratégia que vai além de uma ação para obter mais clientes: ela envolve construção de marca, fidelização de clientes e criação de autoridade no mercado.”

Neste artigo, você vai conferir 7 motivos para começar a utilizar o e-mail marketing no consultório e obter um ótimo diferencial competitivo. 

Muitos pacientes que desejam ter um relacionamento mais próximo com seus médicos os seguem nas redes sociais. 

Esse tipo de atitude é cada vez mais comum e acompanha a tendência do marketing de relacionamento, que tem como objetivo a conquista e fidelização de pacientes.

Além disso, ao implementar comunicações bem estruturadas, o médico se transforma em uma referência na sua especialidade

O e-mail marketing no consultório atua como um grande facilitador do marketing de relacionamento e traz diversos outros benefícios ao médico, confira alguns deles a seguir.

1. Fortalece o relacionamento com os pacientes

Com a correria da rotina, muitos profissionais de saúde veem dificuldades em manter um relacionamento com seus pacientes, especialmente com aqueles que não possuem um retorno marcado.

Conforme frisado acima, os pacientes, que também são clientes, querem estar próximos dos médicos, e é por isso que investir em uma estratégia de marketing de relacionamento é fundamental.

Apesar de muitas pessoas acompanharem seus médicos em redes sociais como o Instagram e o Youtube, com o e-mail, esse contato é feito de forma personalizada e bem mais próxima do que por meio das redes.

2. Ajuda a manter o contato no pós-consulta

Como você engaja seus pacientes no pós-consulta?

Talvez, assim como outros médicos, você considere quase impossível manter o contato pós-consulta com o paciente por conta da correria do dia a dia.

No entanto, com o e-mail marketing, essa prática é facilitada. Você consegue criar comunicações segmentadas, automáticas e que podem ser programadas em poucos cliques.

Assim, você só precisa de uma boa ferramenta para realizar os envios, e de uma estratégia de comunicação para elaborar seus conteúdos, que podem ir de pesquisas de satisfação até orientações pré-operatórias.

Ao fazer o uso do e-mail marketing no consultório, você tem a chance de explorar centenas de possibilidades para manter um contato pós-consulta efetivo, humanizado e que manterá seus pacientes sempre engajados! 

3. Possibilita o envio facilitado de lembretes

Quantos pacientes já faltaram às suas consultas por esquecimento?

Muitos pacientes deixam de comparecer às consultas médicas apenas porque esqueceram do compromisso. Essa é uma situação normal devido ao dia a dia agitado de diversas pessoas.

O e-mail marketing também ajuda a resolver esse problema, já que você pode realizar envios de lembretes de consulta e de retorno.

4. Economiza recursos

Já imaginou o quanto você economizaria em ligações se conseguisse centralizar algumas comunicações via e-mail?

Outra ótima vantagem do uso do e-mail marketing é que essa é uma estratégia barata. Ao contrário de outras mídias, você não precisa investir em anúncios para alcançar as pessoas e obter bons resultados.

Basta cadastrar o e-mail dos pacientes dentro de seu software médico e pronto: com o auxílio da ferramenta de e-mail, você realiza os envios de forma prática e simples.

Ou seja, você investirá em uma ferramenta de e-mail marketing, mas economizará custos com telefonia, papel e até o tempo das recepcionistas.

Afinal, elas não precisarão entrar em contato com cada paciente para dar algum aviso, e poderão focar mais em receber aqueles que chegam em seu consultório.

Essa é uma excelente chance de economizar recursos e alcançar mais praticidade em suas comunicações.

5. A comunicação é segmentada

Com o e-mail marketing é possível fazer uma lista apenas com pacientes que realizaram um determinado procedimento, ou que precisam marcar um retorno.

Além disso, ao adicionar tags, como “#nomedopaciente”, o sistema substitui com dados reais na hora do envio, e você mantém um tom próximo e atencioso com o destinatário do e-mail.

Esse é um ótimo recurso para enviar e-mails de aniversário ou de outras datas comemorativas, como o dia das mulheres.

O melhor é que esses envios são feitos de forma automática, basta personalizar o e-mail e programá-lo dentro da ferramenta.

6. Melhora seu marketing médico

O marketing médico vai muito além de realizar ações para atrair novos pacientes.

Ele também é responsável pela fidelização e por otimizar a jornada do paciente desde a procura por um profissional, até o pós-consulta.

Com todas as facilidades do e-mail marketing, você melhora seu marketing médico e tem a chance de mostrar aos pacientes que seu cuidado vai muito além da consulta.

Esse diferencial com certeza fará uma enorme diferença. Afinal, todos gostam de ser lembrados e cuidados. 

Ao traçar uma estratégia efetiva de e-mail marketing, seus pacientes se lembrarão de você, te indicarão para outras pessoas, e isso aumentará seu número de atendimentos e fortalecerá seu nome no mercado.

7. Permite a interação com os pacientes

Conforme visto nos outros tópicos, com o e-mail marketing você tem a chance de cuidar do seu paciente além do consultório e manter um relacionamento com ele.

Com essa atitude, você será lembrado, e ainda poderá interagir com os pacientes por meio da ferramenta. 

Ao enviar um e-mail com as dúvidas mais comuns sobre um procedimento, ou com orientações pós-operatórias, o paciente pode responder pelo próprio e-mail se tiver mais alguma questão.

Esse tipo de interação é muito positiva e ainda permite que você conheça melhor seus pacientes, quais são seus anseios e o que eles mais necessitam.

Uma atitude com um grande impacto na fidelização, não concorda?

3 boas práticas para começar a usar o e-mail marketing no consultório

Ao longo deste conteúdo, você conferiu diversas vantagens do e-mail marketing no consultório. 

Porém, para alcançar êxito em sua estratégia, é necessário seguir algumas boas práticas que te ajudarão a manter uma comunicação eficaz de forma simples e fácil, confira:

1. Escolha uma boa ferramenta

O primeiro passo para começar a traçar uma estratégia de e-mail marketing em seu consultório é contar com uma boa ferramenta, que garanta a entregabilidade e o acompanhamento de seus conteúdos.

O ideal é utilizar uma plataforma desenvolvida especialmente para a área da saúde. 

Assim, você terá conteúdos pré-prontos e ainda irá contar com outras integrações no sistema, como cadastro de pacientes, agenda e prontuário eletrônico.

2. Cuide da comunicação

Para aproveitar todos os benefícios do e-mail marketing, estabelecer uma comunicação clara, humanizada e empática é essencial.

No corpo do e-mail, evite usar termos técnicos, e quando forem necessários, explique-os. 

Já no assunto, vale inserir um tópico que desperte interesse, faça com que o paciente queira clicar. 

Colocar perguntas e emojis é uma boa prática interessante, e pode estabelecer uma proximidade ainda maior com o paciente.

Entretanto, você só deve usá-los se fizer sentido de acordo com sua estratégia e conteúdo. 😉

3. Acompanhe seus resultados

Após elaborar uma comunicação eficaz e contar com uma boa ferramenta, acompanhar os resultados é outro ponto crucial para alcançar o sucesso.

Aqui estão algumas métricas importantes que devem ser acompanhadas:

  • E-mails enviados;
  • Taxa de abertura;
  • Taxa de cliques;
  • Número de pacientes ativos em um fluxo ou sequência;
  • Número de pacientes que finalizaram um fluxo ou sequência.

Seguindo esses passos, você com certeza irá traçar uma estratégia efetiva, que fideliza seus pacientes, melhora seu marketing médico e estende seu cuidado para além do consultório.

Espero que este conteúdo tenha sido útil! 

Como melhorar o atendimento da recepção de clínicas durante uma crise?

O atendimento da recepção de clínicas é essencial na fidelização de pacientes, principalmente em épocas de crise, como durante a pandemia de COVID-19.

Os profissionais da recepção são a linha de frente de clínicas e consultórios médicos. 

São as primeiras pessoas que os pacientes vêem quando chegam ao estabelecimento, e ao entrar em contato para agendar consultas ou obter informações, são com as recepcionistas que falam.

Ou seja, a recepção é a área responsável pela maior parte do relacionamento com os pacientes. O livro Recepção, atendimento e técnicas secretariais afirma que:

O atendimento é marcado pelo relacionamento, por esse motivo é fundamental que ocorra o diálogo entre cliente e atendente. O profissional precisa ter paciência para tirar dúvidas do cliente, ouvir seus problemas e resolvê-los.”

Veja neste artigo como você pode melhorar a comunicação da recepção, seja em uma crise, pandemia, ou em qualquer época do ano. Acompanhe!

Qual é o papel do atendimento da recepção de clínicas na fidelização de pacientes?

As recepcionistas sabem que, apesar do seu principal foco ser o atendimento ao público, também são responsáveis pela gestão da agenda, controle financeiro, geração de relatórios, entre outros.

Às vezes, você também é responsável por treinar novos funcionários, responder e-mails e lidar com os compromissos dos médicos, o que gera uma sobrecarga de trabalho.

Entretanto, sua performance impacta diretamente na fidelização de pacientes, por isso, é fundamental buscar maneiras de automatizar atividades manuais e concentrar no atendimento aos pacientes.

Imagine que uma mãe tenha marcado a primeira consulta do seu filho com um pediatra indicado por sua amiga, porque seu médico antigo mudou de cidade.

Ao chegar na clínica, precisa esperar dez minutos para ser atendida, porque a recepcionista está ocupada em uma ligação de confirmação de consulta com outro paciente.

Enquanto espera, não tem acesso ao Wi-fi, revistas, nem consegue encontrar um local para pegar um copo d’água ou café. Seu filho precisa esperar sentado, ao seu lado, porque não há um espaço para crianças.

A consulta foi agradável, mas ao sair, a recepcionista novamente está ocupada com outras atividades, e a mãe prefere ir embora sem marcar um retorno porque está cansada de esperar.

Depois de alguns meses ela lembra que precisa marcar um retorno, mas fica receosa de marcar novamente com o mesmo médico, e decide tentar com outro pediatra que tem ótimas recomendações no AgendarConsulta.

Como a experiência dela teria sido diferente se a recepcionista estivesse livre para atendê-la? 

Pense mais além e imagine como a recepcionista poderia ter mais tempo no dia a dia para notar todos os pontos de melhoria da recepção, como um espaço personalizado para crianças e entretenimento.

No pós-consulta, essa mãe poderia ter recebido um e-mail da clínica, lembrando-a de marcar um retorno e com uma pesquisa de satisfação sobre o atendimento.

Continue a leitura para descobrir como melhorar ainda mais sua comunicação com os pacientes. 🙂

5 dicas para melhorar o atendimento da recepção de clínicas durante uma crise

Ter um atendimento humanizado é essencial em qualquer momento, mas durante uma crise, seja financeira, emocional ou durante uma pandemia, é preciso ter ainda mais cuidado com a comunicação.

Afinal, muitos pacientes podem estar com dificuldades financeiras, ansiedade, dor, entre outras complicações.

Saiba como lidar com essas diferentes situações com as 5 dicas deste artigo.

1. Aprenda a técnica da linguagem positiva e comunicação não-violenta

A linguagem positiva é baseada na preferência de palavras de incentivo ao invés de sentenças que carregam um tom negativo.

Suponha que um paciente tenha ligado para cancelar a consulta que estava esperando há meses, porque está com suspeita de COVID-19, mas gostaria de reagendar.

Você responde que o médico não tem mais horário para o ano inteiro e o atendimento é finalizado.

Pode não parecer, mas o sentimento que o paciente vai carregar não é apenas de tristeza. Ele também terá a percepção que a clínica não tem consideração e não se importa com sua condição.

Ao invés de falar que não existem mais horários, opte por uma resposta como esta:

“Vou cancelar sua consulta, fique tranquilo, também vou entender com o doutor se existe alguma forma de atendê-lo no próximo mês. Espero que melhore logo!”

Viu a diferença entre simplesmente negar um pedido, e mostrar que compreendeu e vai buscar por uma solução?

A linguagem positiva também se estende para a linguagem corporal. Busque não cruzar os braços e ter uma cara séria. O ideal é relaxar antes de iniciar seus atendimentos para atender com cordialidade.

comunicação não-violenta de Marshall Rosenberg é outra técnica essencial, principalmente para atender pacientes difíceis.

Ela é baseada em quatro pilares: observar sem julgar, identificar sentimentos, entender suas necessidades e fazer pedidos.

Imagine que um paciente esteja muito estressado porque está esperando há muito tempo, e não consegue entender que aconteceu um imprevisto no último procedimento, algo que não poderia ser evitado.

O primeiro passo é não julgá-lo pelo seu estresse. Tenha empatia e pense que sua semana não deve estar fácil, provavelmente ele está com alguma dor e precisa do atendimento.

Depois, identifique o que a reação dele causa em você. Observe se está ficando ansiosa, estressada ou confusa. 

A terceira etapa é entender o que é necessário naquele momento, provavelmente será a calma por parte do paciente, compreensão e solução do problema. 

Depois, faça seu pedido:

“Eu entendo que esta situação é chata (observar sem julgar) e concordo que você não deveria esperar tanto tempo. Mas infelizmente aconteceu um imprevisto, também fico chateada com a situação (identificar sentimentos). Agora, eu preciso que você se acalme e busque uma solução comigo (entender as necessidades). Pode esperar mais alguns minutos ou prefere reagendar seu atendimento?”

Talvez sua resposta não solucione o estresse do paciente, mas com certeza é uma reação melhor do que ficar nervosa e aumentar o tom da conversa, não concorda?

Dê uma olhada neste trecho do livro citado no início do conteúdo:

“Para atender com excelência e qualidade, é preciso haver conhecimento técnico, diplomacia, elegância e humanização. Não existem “receitas de bolo” para atender a cada perfil de cliente. Cada um é diferente do outro. O segredo é conhecer o histórico e atender às necessidades.”

Caso você se comunique com os pacientes pelas redes sociais, também é essencial aprender como se comunicar online. 

2. Preste atenção aos detalhes

Você consegue entender as necessidades dos pacientes por trás de seus pedidos? Será que o paciente está receoso porque houve uma falha na comunicação ou um processo não está claro?

Os detalhes são fundamentais durante uma consulta médica e na comunicação com a recepção.

Muitos pacientes ficam incomodados com o preço de um procedimento, por exemplo, porque não sabem os custos por trás dos materiais, exames e tempo do médico.

Ao tirar um tempo para explicar e ser transparente, eles conseguem entender o valor por trás daquele preço, e até mesmo considerar um bom custo-benefício.

Um paciente pode deixar de voltar à clínica porque precisa pagar tudo à vista e não tem uma alta reserva de dinheiro disponível. Com diferentes meios de pagamento, essa situação poderia ser revertida.

Ou seja, é importante não apenas ter uma escuta ativa, mas entender o que os pacientes realmente precisam por trás de suas queixas ou pedidos.

Esse conhecimento é obtido por meio de prática, então não tenha receio em fazer perguntas para os pacientes com o intuito de entender melhor a situação.

3. Faça treinamentos

Segundo o livro Recepção, atendimento e técnicas secretariais:

O profissional contratado deve passar por uma integração em todos os setores, com o propósito de entender a dinâmica da empresa. Deve receber uma lista com nomes, cargos e funções dos gestores. Com isso, se familiarizará com a cultura, o clima organizacional e as ferramentas de trabalho.”

De fato, treinar diferentes cenários com os profissionais da recepção ajuda a diminuir a ansiedade e a deixá-los mais preparados para qualquer situação.

Você pode encenar um cenário entre recepcionista e paciente, por exemplo, na qual o paciente tem dúvidas sobre vários pontos. Assim, caso o colaborador não tenha as respostas, já consegue buscá-las.

Também é possível atuar como um paciente estressado, para ver a reação das recepcionistas e o quão preparadas elas estão para essa situação.

É importante lembrar que os colaboradores da clínica também passam por momentos difíceis, mesmo fora de crises, e a capacitação é fundamental para deixá-los mais preparados.

4. Envie pesquisas de satisfação aos pacientes

Sua clínica está tão focada em atrair novos pacientes que se esquece de fidelizar os antigos?

Esse é um erro comum na área da saúde. Atrair novos pacientes costuma sair mais caro do que fidelizar aqueles que já conhecem o serviço da clínica.

Mas para fidelizar, é necessário entender qual é o nível de satisfação dos seus pacientes e o que você pode melhorar.

Por isso, é fundamental enviar pesquisas de satisfação, seja por e-mail, WhatsApp ou Telegram. Veja a opinião da autora do livro citado anteriormente:

“Algumas empresas se esquecem de consultar o cliente para saber suas reais necessidades. Também não se preocupam em estudar estratégias para chamar a sua atenção ou ganhar vantagem em relação a seus concorrentes.”

Para criar uma pesquisa de satisfação basta perguntar: “De 0 a 10, qual é a probabilidade de indicar nosso serviço para um amigo? Fique à vontade para deixar comentários sobre sua nota”.

Caso prefira, também é possível fazer perguntas específicas sobre o atendimento na recepção, a consulta médica, o agendamento e o pós-consulta.

5. Use a tecnologia ao seu favor

Com a ajuda da tecnologia, você automatiza tarefas manuais como confirmações de consultas, geração de relatórios e controle financeiro, o que fornece mais tempo para conversar com os pacientes.

A melhor forma de automatizar esses processos é contar com um software médico de qualidade, que atenda todas as suas necessidades e solucione seus problemas.

Ao seguir os 5 passos deste artigo, tenho certeza que você vai conseguir melhorar o atendimento da recepção de clínicas durante uma crise, e em qualquer momento!

Adesão ao tratamento: o uso de checklist como recurso

A adesão ao tratamento se beneficia com o uso de checklist pois, segundo o Ministério da Saúde, a adesão passa pela “utilização de pelo menos 80% dos tratamentos prescritos, observando horários, doses e tempo de tratamento”.

No último texto sobre o tema, falamos sobre a importância das orientações ao paciente e demos dicas para facilitar a parceria entre o profissional e a pessoa que precisa realizar o tratamento.

Relembre algumas delas:

  • Usar de estratégias motivacionais, explicando os benefícios da terapêutica e como ela vai ajudar no dia a dia;
  • Usar uma linguagem simples, didática e sem termos técnicos;
  • Entregar as orientações por escrito, com letra legível, ou optar por inovações tecnológicas, como e-mail marketing e prescrições eletrônicas, para garantir a qualidade máxima no atendimento.

Continue a leitura e saiba mais!

5 dicas para criar uma checklist e melhorar a adesão ao tratamento

Veja algumas dicas que podem ajudar:

  1. Fazer um esquema terapêutico o mais simples possível e colocar na lista para que o paciente tome regularmente os remédios, aliviando, assim, os sintomas;
  2. Anotar com letra legível quais e quantos comprimidos de cada medicamento devem ser tomados. Figuras como “dia” (sol) e “noite” (lua) também são úteis, assim como fotos ou imagens do comprimido. Você também pode optar por uma prescrição eletrônica que impede mal-entendidos e é enviada de qualquer lugar;
  3. Recomendar que ele evite a automedicação e instruir para que sempre entre em contato com o profissional antes de tomar remédios que não foram prescritos;
  4. Estimular a prática de exercícios físicos ou, dependendo da situação, pedir que evite durante um período;
  5. Colocar em uma lista todo o processo do tratamento a ser seguido, isso facilita a vida do paciente e as chances de sucesso da terapêutica são muito maiores.

A tecnologia para a criação da checklist é uma grande aliada dos profissionais da saúde.

O prontuário eletrônico é um ótimo recurso e garante a boa comunicação com o paciente: a receita sai correta, fácil de ler e entender e pode incorporar as orientações de tomada dos comprimidos.

Além disso, ter tudo documentado em um sistema facilita a busca do médico pelo histórico do paciente, agilizando a consulta de dados sobre a pessoa.

O uso de aplicativos médicos é outro diferencial atualmente. O Whitebook tem conteúdos específicos sobre orientações ao paciente, com várias abordagens diferentes para diversas especialidades.

E lembre-se:

A adesão ao tratamento é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como “o grau com que o paciente segue as instruções médicas“.

Por isso, invista em uma comunicação clara e objetiva para que o paciente siga o tratamento corretamente.

5 tecnologias da medicina robótica que salvam vidas

As tecnologias da medicina robótica como robôs-cirurgiões, simulação clínica, mapeamento 3D e robôs-entregadores, salvam vida há anos e ganham cada vez mais destaque no Brasil. 

Os robôs estão ocupando todos os setores da sociedade. Já estão presentes na indústria, em casa, em redes de fast food e, claro, no setor de alta tecnologia.  

Os robôs se tornaram onipresentes pois são precisos, eficientes e rápidos na execução de tarefas mecânicas – e até mesmo funções mais complexas, que exigem algum processamento.   

Na Medicina, a robótica tem sido utilizada em cirurgias e tratamentos diversos há alguns anos. 

É o caso de médicos que realizam a cirurgia por meio de um equipamento remoto que transmite os movimentos para um robô dentro do hospital, às vezes milhares de quilômetros de distância.  

Pessoas que perderam os movimentos por razões diversas também já conseguem voltar a ter alguma mobilidade por conta de vestimentas robóticas que dão sustentação ao corpo.  

Na Copa do Mundo do Brasil, em 2014, o cientista Miguel Nicolelis exibiu o seu exoesqueleto mecânico produzido no Brasil que permitiu a um rapaz paraplégico dar o primeiro chute na bola do evento.  

A robótica ainda tem muito a contribuir com a Medicina.  

Neste artigo, vamos explorar alguns dos benefícios que a robótica pode trazer para o campo da saúde humana, salvando pessoas e recuperando a qualidade de vida de muitos pacientes. Confira: 

5 tecnologias da robótica aplicada à Medicina que já estão salvando vidas 

Esta lista foi criada com base em informações existentes sobre resultados positivos alcançados com o uso da robótica na área da Medicina. 

De acordo com dados levantados por entidades médicas, em 2020 foram realizadas mais de 1 milhão de cirurgias robóticas em todo o mundo. 

Ao todo, 8,5 milhões de procedimentos com robôs já foram feitos desde a introdução da tecnologia no setor, em meados de 1990.  

1. Telecirurgia 

A presença da internet no cotidiano – a chamada sociedade conectada – ficou ainda mais evidente após a pandemia de COVID-19.  

Os atendimentos médicos, com alguma dificuldade, acompanharam essa nova forma de trabalhar.  

A telecirurgia, ou cirurgia robótica, é feita a distância por meio de um médico que ministra um robô com câmeras 3D e pequenos braços robóticos com instrumentos cirúrgicos. 

Esse tipo de procedimento é feito no Brasil há alguns anos. Na verdade, já somos o país que mais realiza cirurgias robóticas na América Latina. 

Segundo dados da Intuitive Surgical, foram realizados mais de 8 mil procedimentos em todo o país apenas em 2018. 

Os robôs médicos são utilizados, principalmente, na urologia e em cirurgias torácica e abdominal.  

2. Processamento de dados 

Aqui, devemos expandir o conceito de robótica para a informática. Os robôs são hardwares, mas há também muito software envolvido na Medicina.  

Esses programas funcionam processando dados da saúde do paciente de forma a otimizar diagnósticos, avaliar, agrupar e classificar dados em geral.  

Muitas decisões médicas e de gestão hospitalar podem ser realizadas com o uso de softwares e algoritmos customizados para a Medicina e a saúde no geral. 

3. Robôs-entregadores 

Os robôs-entregadores conseguem transportar equipamentos, medicamentos, entre outros produtos médicos a qualquer região, seja em um hospital, em um bairro ou uma clínica. 

Aethon TUG Robot é um desses robôs. Ele consegue suportar 454 quilogramas, e no hospital de Washington ele já viajou 4786.1891 quilômetros e completou 26,574 entregas

Com essa inovação, os profissionais de saúde que antes gastavam tempo realizando entregas, podem focar em atender pacientes, e em casos de doenças contagiosas, nenhum especialista é exposto. 

4. Mapeamento 3D 

Equipamentos de precisão já conseguem mapear em três dimensões órgãos comprometidos por uma doença ou condição excepcional apresentada pelo paciente.  

Esses dispositivos permitem a visualização de imagem em alta definição com ampliação de até 10 vezes e visualização tridimensional

5. Simulação clínica 

Além do campo prático, aplicado à realidade de clínicas e hospitais, a robótica serve ainda para propósitos educacionais.  

Ainda no período de treinamento técnico e estudos, médicos podem praticar o que aprenderam nos livros em equipamentos de simulação clínica profissional. 

O uso de equipamentos robóticos, aliado à tecnologia de software 3D e inteligência artificial, contribuem para a formação de médicos com alta capacidade de execução técnica dos mais variados procedimentos.  

Antes de partir para o paciente, o médico pode treinar a cirurgia em um corpo digital, por meio de braços robóticos.  

Parece assunto de ficção científica, certo? Mas esses procedimentos e tecnologias existem na vida real.  

Neste artigo você aprendeu as 5 principais tecnológicas da medicina robótica que estão salvando vidas e ganhando destaque no mercado brasileiro. 

Prontuário do paciente: o que é e como fazer?

O prontuário do paciente é um documento essencial que centraliza todos os dados de saúde de uma pessoa, o que ajuda na conclusão de um diagnóstico e no planejamento do plano terapêutico.

Segundo a resolução nº 1.638/2002 do CFM, o prontuário médico é um:

“documento único constituído de um conjunto de informações, sinais e  imagens registradas, geradas a partir de fatos, acontecimentos e situações sobre a saúde do paciente e a assistência a ele prestada, de caráter legal, sigiloso e científico, que possibilita a comunicação entre membros da equipe multiprofissional e a continuidade da assistência prestada ao indivíduo.”

O nome prontuário tem origem no latim promptuarium, prontuario, local em que se guardam as coisas que devem estar à mão, e no promputs, preparado. 

Ou seja, um documento de informações úteis que deve ser de fácil acesso.

Neste artigo você vai aprender:

  • O que é um prontuário do paciente
  • O que o prontuário do paciente deve conter
  • Por quanto tempo o prontuário do paciente deve ser guardado
  • Qual é a finalidade do prontuário do paciente
  • Regulamentação do prontuário do paciente e quem deve ter acesso
  • Dúvidas frequentes sobre o prontuário do paciente

Acompanhe!

O que é o prontuário do paciente?

Com base na resolução do CFM e no CREMESP, o prontuário do paciente é um documento que centraliza e integra todos os dados de saúde de uma pessoa, como histórico de doenças, exames, prescrições e tratamentos.

O prontuário é essencial para garantir um diagnóstico assertivo e aumentar a qualidade de vida dos pacientes, além de ajudar em fins como pesquisas públicas que contribuem com a saúde populacional.

Portanto, todas as informações desse documento devem ser registradas com cautela e armazenadas com segurança, sem rasuras, borrões ou qualquer aspecto que prejudique a credibilidade do arquivo.

O ideal é contar com um prontuário eletrônico, também conhecido como PEP (Prontuário Eletrônico do Paciente), que elimina o uso de papel, é acessível de qualquer lugar e 100% personalizável. 

Um documento de papel, por exemplo, é facilmente visto por qualquer pessoa com acesso à clínica, desperdiça espaço físico, pode ser extraviado ou perdido com qualquer desorganização.

Um prontuário eletrônico de qualidade só é acessado por profissionais de saúde autorizados, permite o compartilhamento de informações a qualquer momento e segue normas previstas na LGPD.

Qual a finalidade do prontuário do paciente?

É importante lembrar que um prontuário médico tem três principais caraterísticas:

  • É um documento científico, pois todas as informações registradas devem vir de fatos concretos com embasamento científico;
  • É sigiloso, afinal, os dados de saúde são pessoais e sensíveis;
  • Tem legalidade e pode ser usado em virtude da lei, em casos como processos legais.

Além disso, ele também serve como ferramenta de comunicação entre equipes e profissionais de saúde, que podem discutir casos clínicos e realizar pesquisas.

Garantir a segurança desse arquivo é de extrema importância, não concorda?

Quando pensamos no aspecto legal, um prontuário eletrônico comprometido com seu respaldo jurídico impede alterações nos registros da consulta após a finalização do atendimento.

Assim, você tem uma proteção de que tudo que está registrado é fiel ao que aconteceu, diferente de um prontuário de papel que pode ser modificado a qualquer momento.

O que o prontuário do paciente deve conter?

Os médicos podem personalizar seus prontuários e organizar as perguntas da forma que acharem melhor. Porém, algumas informações são obrigatórias para todos os prontuários.

Confira quais são elas a seguir:

1. Identificação do paciente

Identificar o paciente é o primeiro passo de qualquer prontuário. É o momento de registrar:

  • Nome completo
  • Data de nascimento
  • Sexo biológico
  • Gênero
  • Dados familiares
  • Naturalidade
  • Endereço completo

Você também pode acrescentar perguntas pessoais com o objetivo de criar uma conexão com o paciente, como profissão, hobbies, animais de estimação, entre outros.

2. Anamnese

Os médicos sabem, melhor do que ninguém, que a anamnese é como uma entrevista para identificar os sintomas e queixas do paciente, bem como histórico familiar, vícios, entre outras características. 

Ela é essencial para chegar em um diagnóstico assertivo

3. Plano terapêutico

Ao escutar as queixas do paciente e solicitar exames, o profissional de saúde começa a elaborar suas hipóteses diagnósticas e, em alguns casos, receitar medicamentos e medidas preventivas

Todas essas conclusões e estratégias precisam constar no plano terapêutico no prontuário do paciente.

4. Laudo de exames

Caso o paciente tenha feito exames, é essencial adicionar os resultados no prontuário, de preferência, no eletrônico, que permite a adição de imagens e anexos diretamente no documento.

5. Prescrição de medicamentos

Ao receitar um medicamento para o paciente, é necessário deixar registrado tudo que foi prescrito, tanto para a segurança do paciente, quanto para sua proteção jurídica.

Assim, mesmo se o paciente perder a receita, você consegue enviá-la novamente e, caso algum engano aconteça, o prontuário tem o registro de tudo que foi receitado.

É fundamental contar com uma prescrição eletrônica que pode ser enviada de qualquer lugar, tem assinatura digital, alerta de interação medicamentosa e banco de medicamentos atualizado.

6. Evolução do quadro clínico

Todas as melhoras e pioras do paciente devem ser anotadas no prontuário. Em casos de internação, essa prática deve acontecer frequentemente.

Dessa forma, você tem um acompanhamento completo sobre os resultados do tratamento.

7. Dados sobre transferência, alta e óbito

Após o tratamento, principalmente em casos de internação, o paciente recebe alta, ou é transferido ou precisa de um atestado de óbito. 

Todas essas informações devem estar bem documentadas porque elas darão uma conclusão a todas as suas hipóteses, medidas preventivas e acompanhamento.

8. Histórico de documentos

Histórico de consultas, solicitação de exames, resultados, termos de consentimento, tudo que o paciente já realizou deve estar no prontuário, mesmo que não tenha sido na sua clínica.

Quanto mais dados de saúde você tiver sobre o paciente, maior será a qualidade do atendimento.

O maior desafio da área da saúde atualmente é justamente a falta de integração de dados, algo que o governo está tentando solucionar por meio de iniciativas como o Conecte SUS

Ao usar ferramentas como um software médico de gestão de clínicas, você centraliza todas as suas informações em uma única plataforma, moderniza seu atendimento e ganha inteligência de dados.

Por quanto tempo o prontuário do paciente deve ser guardado?

lei 13.787/2018 estabelece que os prontuários devem ser guardados por, no mínimo, 20 anos, mesmo quando o paciente não retorna há anos na clínica.

Para otimizar o espaço físico da empresa, muitos médicos optam por digitalizar os prontuários e contratar um sistema médico na nuvem, que também não ocupa a memória dos dispositivos eletrônicos.

Regulamentação do prontuário do paciente

Conheça os principais marcos da regulamentação do prontuário médico.

  • Resolução nº 1.605/2000: regula que o médico não pode revelar o conteúdo do prontuário do paciente sem seu consentimento;
  • Resolução nº 1.638/2002: define o que é prontuário médico, quem são os responsáveis pelo documento e o que deve estar registrado;
  • Resolução nº 1.821/2007: para acompanhar a evolução da Medicina, essa norma vem para regulamentar a digitalização de prontuários, uso de prontuário eletrônico e compartilhamento de dados entre instituições de saúde (ver resolução nº 2.218/2018 que revoga o artigo 10º da resolução de 2007);
  • Código de ética médica: possui um capítulo exclusivo para documentos no qual explica detalhadamente quais ações são vedadas para os médicos, como “deixar de elaborar prontuário legível para cada paciente” e “permitir o manuseio e o conhecimento dos prontuários por pessoas não obrigadas ao sigilo profissional”.

Além de estudar os documentos citados, também é fundamental ler sobre a LGPD na saúde, uma vez que ela regulamenta o tratamento de dados pessoais do Brasil.

Quem pode ter acesso ao prontuário do paciente?

Segundo a resolução nº 1.605/2000 do CFM, apenas o paciente pode ter acesso ao prontuário, salvo exceções como pessoas que tenham autorização expressa.

Para ter essa autorização, é preciso preencher um requerimento e apresentar documentos como cópia do RG do paciente ou cópia da certidão de casamento.

Em casos de óbitos, os familiares podem solicitar uma cópia do prontuário. Eles devem apresentar uma cópia do RG do paciente, do requerente e certidão de óbito.

Cônjuges também podem fazer a solicitação, eles precisam levar os mesmos documentos e a certidão de casamento.

História do prontuário do paciente

O primeiro registro de um prontuário foi encontrado entre 3.000 e 2.500 antes de Cristo, feito por um médico egípcio inhotep, que anotou, em um papiro, 48 casos cirúrgicos. 

Seus registros estão expostos na Academia de Medicina de Nova Iorque.

Em 1580, o Camilo de Lellis melhorou a assistência aos pacientes com mais organização nas prescrições.

Em 1944, o primeiro uso de prontuário no Brasil foi feito pela professora Dra. Lourdes de Freitas Carvalho, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

A Dra. Lourdes tinha estudado sistemas de arquivo e classificação de anotações médicas nos Estados Unidos. Seus estudos foram base para o sistema adotado no Instituto Nacional de Previdência Social.

O sistema se consolidou no âmbito nacional e, atualmente, o Código de Ética Médica traz como direito do paciente ter um prontuário. 

Agora que você leu nosso conteúdo sobre prontuário do paciente, dê uma olhada nas dúvidas mais frequentes e verifique se aprendeu tudo que precisava. 

Dúvidas frequentes:

O que deve constar no prontuário do paciente?

O prontuário deve ter de forma clara e legível: a identificação do paciente, anamnese, exames e seus resultados, hipóteses diagnósticas, diagnóstico, tratamento, evolução, em casos de prontuário de papel, é obrigatória a legibilidade da letra do profissional.

O que é um prontuário do paciente?

O prontuário do paciente é um documento que centraliza todos os dados de saúde de uma pessoa, como histórico de doenças e atendimentos, exames, prescrições de medicamentos, atestados, assim por diante. 

Quem pode ter acesso ao prontuário do paciente?

O paciente, representante legal (em casos de menores de idade ou pessoas que não têm aptidão para praticar atos da vida civil), além daqueles que possuem autorização expressa do paciente. Outros casos excepcionais estão previstos no Código de Ética Médica e no Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Como fazer um prontuário do paciente?

  • Preencha todos os dados pessoais do paciente para completar sua identificação
  • Personalize a anamnese de acordo com seu perfil de atendimento
  • Trace um plano terapêutico baseado em suas hipóteses diagnósticas
  • Atualize o prontuário com os exames, prescrições e evolução do quadro clínico do paciente
  • Registre o histórico do paciente e histórico de doenças familiares para ter um prontuário extremamente completo

Os profissionais podem ser penalizados por falhas no prontuário médico?

Sim, o não cumprimento do que está previsto na regulamentação do prontuário do paciente, como vazamento de dados e ausência de dados obrigatórios, pode levar a processos éticos e penalidades.

O prontuário é do paciente ou da instituição de saúde?

As informações sempre pertencem ao usuário, ou seja, o paciente, mesmo quando estão sendo armazenadas por uma instituição, como prevê a Lei Geral de Proteção de Dados.

Quem define o conteúdo obrigatório do prontuário?

A Comissão de Revisão do Prontuário que determina os dados obrigatórios por meio de análise do processo e obrigação de atender as exigências e pedidos dos usuários ou da diretoria. 

Quais são os tipos de prontuários?

Há o prontuário de papel, prontuário eletrônico instalado e o prontuário eletrônico na nuvem, sendo esse último o mais recomendado entre os três tipos.

Conseguiu responder todas as questões? 🙂

Ao longo do conteúdo você viu como o prontuário eletrônico pode ser a solução para ter uma consulta mais ágil, segura e ter mais tempo para os pacientes.

Imposto de renda para médicos: como declarar

O imposto de renda para médicos costuma ter dois meses como prazo de entrega e precisa ser feito com cuidado para que os profissionais não caiam na malha-fina. 

Em 2021, o prazo para declarar o IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) foi de 01 de março a 31 de maio, devido à situação incomum da pandemia.

Normalmente, o IRPF costuma ter o prazo de dois meses (01 de março a 30 de abril) e embora esse prazo pareça grande, é preciso ter muita organização e atenção para não ser perturbado pela Malha Fiscal.

Um imposto de renda declarado erroneamente pode significar pagamento de impostos em excesso e multas em milhares de reais.

Como os médicos lidam com plantões, bolsas-residências, clínicas, consultórios, hospitais e CPF de pacientes, enganos durante a declaração podem ser comuns.

Leia este artigo e descubra como declarar o imposto de renda para médicos sem cometer nenhum erro!

Como funciona o imposto de renda para médicos?

O imposto de renda costuma ser visto como um problema pelos profissionais de saúde, devido a complexidade e burocracia envolvidas no processo.

Entretanto, como a declaração do IRPF contém todos os dados sobre suas rendas obtidas no ano anterior, é possível saber não apenas quais impostos você deve pagar, mas o que pode ser restituído. 

A restituição é a devolução dos impostos retidos ao longo do ano. Ou seja, você pode ganhar dinheiro ao declarar seu imposto de renda!

Neste simulador da Receita Federal você pode ver com antecedência qual será o resultado da sua declaração.

Veja a seguir as principais dúvidas dos profissionais de saúde sobre o IRPF e as respostas para todas elas. 

Quem precisa declarar o imposto de renda?

Todos os médicos que tiveram uma renda anual (salário, aposentadoria, recibo de pagamento autônomo, entre outros) acima de R$ 28.559,70 no ano anterior precisam declarar.

Além disso, quem teve indenização, rendimento de poupança, rendimentos acima de R$ 40.000,00, ganho de capital em venda de imóveis/automóveis ou possui bens acima de R$300.000,00, também precisa declarar.

É importante estar atento a esses critérios porque a multa por atraso na entrega da declaração pode chegar a 150% do valor devido do IRPF. 

Vamos supor que você teve uma renda de R$ 180.000,00 e não declarou no prazo, portanto está devendo R$ 39.000,00 de imposto. Caso a Receita descubra, ela poderá cobrar mais de R$ 58.500,00 de multa

O ideal é declarar no prazo estabelecido pela Receita Federal e adicionar todos os dados necessários, inclusive os valores que podem ser dedutíveis, assim, serão pagos menos impostos.

Quem recebe bolsa de residência médica também precisa declarar?

Segundo a lei n° 9250/ 1995, a bolsa de residência médica é isenta do pagamento de Imposto de Renda, entretanto, essa informação deve ser registrada na área de “Rendimentos Isentos”.

Os plantões médicos precisam ser declarados?

Sim! Os plantões médicos também são uma forma de rendimento e devem constar na sua declaração. 🙂

O que preciso informar no imposto de renda?

Você sabe que precisa informar todos os seus rendimentos no IRPF, mas uma particularidade que os médicos devem estar atentos é em relação aos CPFs dos pacientes.

Todos os CPFs de pacientes e clientes devem ser registrados. Dessa forma, a Receita Federal consegue cruzar os dados dos valores declarados pelos pacientes e evitar a burlagem da malha fina.

Dê uma olhada em outras informações que devem estar incluídas na sua declaração:

  • Natureza da ocupação (código 11 para profissionais liberais/autônomos e código 12 para proprietários de empresa/firma individual);
  • Ocupação principal (código 225 para médicos);
  • Registro profissional;
  • Informe de rendimentos do pró-labore (remuneração que um administrador recebe pela função desempenhada em sua empresa) e retiradas de lucro, caso você tenha um PJ.
  • Informe de rendimentos de investimentos;
  • Comprovantes de dívidas contraídas devem ser adicionadas na área de “Dívidas e ônus reais”;
  • Documentos de bens adquiridos precisam ser registrados na seção de “Bens e direitos”.

Lembre-se que todos os recibos emitidos ao longo do ano precisam ser contabilizados!

Como o pagamento do imposto funciona? E a restituição?

O IRPF pode ser declarado pelo computador, por meio do Programa Gerador de Declaração ou pelo serviço Meu Imposto de Renda, ambos disponíveis no site da Receita Federal.

Também é possível enviar a declaração pelo aplicativo disponível no Google Play e na App Store.

Você mesmo pode declarar seu imposto de renda ou optar por contratar o serviço de um contador

Muitos profissionais preferem ter um contador de confiança para realizar essa tarefa, tanto pela praticidade em não perder tempo, quanto pela segurança, já que o contador tem mais experiência com o programa.

Porém, mesmo que você decida ter a ajuda de um especialista, é importante entender como o programa funciona e como conferir se a declaração foi feita corretamente.

Inclusive, ao entender como declarar o IRPF, você consegue ajudar o seu contador ao organizar seus documentos para a declaração.

Caso você precise pagar impostos, é possível dividir o valor em até 8 vezes de no mínimo R$ 50,00. Se o imposto for menor que R$ 100,00, ele deve ser pago em uma parcela única.

As parcelas devem ser pagas até o último dia útil de cada mês, e os juros pelo atraso seguem a taxa Selic.

restituição funciona da seguinte forma: se você tem um valor a ser restituído, ele volta para você seguindo o calendário da Receita Federal.

Quem declara o IRPF com antecedência tem mais chances de receber o valor em junho, quando a restituição começa.

O que pode ser deduzido do imposto de renda?

Ao declarar algumas despesas no IRPF, é possível conseguir o direito de pagar menos imposto. Veja a seguir quais despesas podem ser dedutíveis da sua declaração:

  • Pensão alimentícia;
  • Pagamentos de matrículas e mensalidades até R$ 3.562,50;
  • Previdência social;
  • Previdência privada, no valor de até 12% da renda tributável para o ano;
  • Dependentes, com dedução limitada a R$ 2.275,08 para cada um (se seu dependente tiver renda, ela precisa constar na declaração e o imposto pode sair mais caro);
  • Doações para causas médicas, sociais e de direitos de crianças e idosos para fundos municipais, estaduais e federais, que podem ser utilizados para abater até 6% do imposto a pagar.

No caso dos médicos que realizam o Carnê-Leão, o carnê é deduzido na declaração de ajuste anual.

Como declaro os recibos dos pacientes?

Os recibos dos pacientes devem ser registrados na ficha “livro-caixa“. Aliás, ter um livro-caixa é fundamental para a organização da sua renda e despesas, o que ajuda imensamente na hora de declarar o IRPF.

Ao emitir os recibos para os pacientes e registrar seus CPFs, você pode ter despesas deduzidas e recuperar o dinheiro que gastou ao longo do ano!

5 dicas para declarar o imposto de renda para médicos

Você já sabe por quais canais pode declarar seu IRPF, como o pagamento e restituição funcionam, o que precisa constar na declaração e o prazo usual para a declaração.

Para te ajudar ainda mais nesse processo, separei 5 dicas que vão ser úteis para a equipe do consultório e para o contador, caso conte com o serviço desse especialista.

Acompanhe!

1. Crie o hábito de organizar seus documentos financeiros

Um erro comum cometido por milhares de brasileiros é deixar de registrar as transações financeiras ao longo do ano, sejam elas receitas ou despesas.

Uma dica de ouro: crie uma pasta no seu computador ou em um Drive com o título “Imposto de Renda”. Dentro dela, crie subpastas como “Renda”, “Recibo de pacientes”, “Despesas”, e assim por diante.

Crie o hábito de salvar todos os documentos nas pastas certas, e eduque a equipe do consultório ao fazer o mesmo.

Quando o momento de realizar a declaração do IRPF chegar, ao invés de precisar ter uma dor de cabeça para encontrar todos os registros, tudo estará separado corretamente.

Você pode usar esse mesmo sistema de organização para documentos físicos com uma pasta! Assim, o trabalho de declaração fica mais prático  de ser feito.

Para centralizar sua gestão financeira em um único lugar e facilitar ainda mais essa organização, considere ter um sistema financeiro com funcionalidades automatizadas para suas finanças.

2. Registre os dados do IRPF em um documento

Ao longo do conteúdo você notou a quantidade de dados que precisam estar contidos no IRPF. Para agilizar, deixe todos esses dados salvos em um Google Docs ou em um Word.

Dessa forma, é só copiar e colar durante a declaração. 😉

3. Salve uma planilha de simulador de impostos

Realizar uma projeção financeira é um passo essencial para clínicas médicas, afinal, com uma boa previsão você consegue tomar decisões baseadas em dados.

Por isso, recomendo fortemente que uma análise financeira seja feita frequentemente com seus colaboradores e um contador. 

Com ferramentas como um fluxo de caixa automático e um simulador de impostos, você consegue entender como será seu futuro financeiro e se preparar antecipadamente.

4. Fique atento a erros do imposto de renda

Seguindo os passos deste artigo, tenho certeza que você não vai cometer erros na hora de declarar seu IRPF. 

Entretanto, caso perceba que um engano foi cometido, principalmente em anos anteriores, saiba que é possível realizar uma declaração retificadora.

A declaração retificadora pode ser feita em até 5 anos (quanto mais cedo, melhor) para constatar que a declaração anterior está incorreta ou incompleta.

Para entender mais sobre essa opção, leia o conteúdo da Receita Federal na íntegra.

5. Se prepare antecipadamente para a declaração

Com uma boa organização, o IRPF não é um grande desafio. Mas como vimos ao longo do conteúdo, é necessário se preparar com antecedência!

Por isso, não deixe de seguir os passos que viu neste artigo e compartilhe as dicas com a sua equipe. Ao se preparar alguns meses antes de março, essa atividade não será uma dor de cabeça.

Prontuário médico: o que é, importância e código de ética

O prontuário médico é o documento que centraliza as informações de saúde do paciente, permitindo que os profissionais cheguem a um diagnóstico e tratamento.

Apesar do prontuário ser feito pelo médico, é um registro que pertence ao paciente, justamente porque reúne seus dados de saúde e pode ser compartilhado com outros profissionais.

artigo do CFM afirma que o prontuário é um documento elaborado pelo médico e é essencial para seu trabalho.

“Nele constam, de forma organizada e concisa, todos os dados relativos ao paciente, como seu histórico familiar, anamnese, descrição e evolução de sintomas e exames, além das indicações de tratamentos e prescrições. Feito no consultório ou hospital, o prontuário é composto de informações valiosas tanto para o paciente como para o próprio médico.”

Continue a leitura e aprenda tudo sobre esse documento tão importante para a área da saúde!

Neste artigo você vai aprender:

  • O que é prontuário médico?
  • Qual o objetivo do prontuário médico?
  • Qual é a importância do prontuário médico?
  • O que o código de ética fala sobre o prontuário médico?
  • O que deve ter no prontuário médico?
  • Prontuário eletrônico e prontuário de papel: qual é o melhor?

O que é prontuário médico?

resolução nº 1.638/2002 do CFM define o prontuário médico como um:

“documento único constituído de um conjunto de informações, sinais e  imagens registradas, geradas a partir de fatos, acontecimentos e situações sobre a saúde do paciente e a assistência a ele prestada, de caráter legal, sigiloso e científico, que possibilita a comunicação entre membros da equipe multiprofissional e a continuidade da assistência prestada ao indivíduo.”

Ou seja, arquivos como atestados, receitas, solicitações e resultados de exames, evolução, qualquer dado relacionado à saúde do paciente deve constar no prontuário.

Segundo a resolução, a responsabilidade do prontuário é do médico que atende o paciente e os demais profissionais de saúde que compartilham o atendimento.

Em caso de instituições de saúde como hospitais e clínicas, a hierarquia médica também é responsável pelo prontuário, como as chefias da equipe e diretor da divisão médica ou diretor técnico.

origem do prontuário veio da necessidade de buscar informações completas de forma rápida para cuidar das pessoas da melhor forma possível.

Qual o objetivo do prontuário médico?

O principal objetivo do prontuário médico é facilitar a assistência ao paciente, ao documentar todo seu histórico de saúde, tratamento e exames.

É por meio dessa integração de dados que os médicos podem descobrir qual é o problema do paciente, quais intervenções devem ser realizadas e como melhorar a qualidade de vida da pessoa.

Também não podemos esquecer do objetivo científico dos prontuários, que podem ajudar em pesquisas de saúde, planejamento e avanços na Medicina.

Qual é a importância do prontuário médico?

Um documento completo e atualizado garante que a pessoa tenha o melhor tratamento e desfecho clínico possível. Afinal, o prontuário permite que os médicos entendam o caso do paciente.

Além disso, com os avanços tecnológicos na Medicina e no sistema de saúde brasileiro, hoje as pessoas podem ter um prontuário eletrônico único nacional.

Para entender a importância desse documento único, reflita sobre quantos profissionais de saúde atendem uma pessoa ao longo da vida.

Normalmente eles são de especialidades diferentes e não conversam entre si. Isso significa que as informações ficam espalhadas em diferentes documentos.

Um paciente pode ter uma reação a uma interação medicamentosa sem que os médicos percebam, simplesmente porque ele esqueceu de avisar que toma um remédio.

Ao ter um documento único que pode ser compartilhado entre equipes de saúde, essas falhas de segurança não acontecem e o governo conta com dados mais completos que ajudam em planejamentos e análises.

O que o código de ética fala sobre prontuário médico?

1. Ações vedadas para o médico

Dê uma olhada nas principais ações que são proibidas para os profissionais:

  • Emitir o prontuário sem ter atendido o paciente ou com dados tendenciosos, que não correspondem à realidade (artigo 80)
  • Deixar qualquer pessoa sem autorização ler ou manusear o prontuário (artigo 85)
  • Elaborar um prontuário ilegível (artigo 87)
  • Negar ao paciente a cópia do prontuário e deixar de compartilhar informações claras que permitem a compreensão do conteúdo do documento (artigo 88)
  • Fazer cópias do prontuário para atender ordem judicial ou para sua própria defesa (artigo 89)

Você pode conferir outros artigos na íntegra.

2. Solicitação da cópia do prontuário

Apenas o paciente ou seus responsáveis legais podem solicitar cópias do documento, salvo em exceções como um juiz por meio de um mandado judicial.

Em caso de pacientes menores de 18 anos, o paciente tem total direito à privacidade e manutenção da sua individualidade, e o médico deve exercer seu atendimento visando seu melhor.

O sigilo médico vale para menores de idade, mesmo sendo crianças ou adolescentes, como mostra o artigo 74 do código de ética:

“Revelar sigilo profissional relacionado a paciente criança ou adolescente, desde que estes tenham capacidade de discernimento, inclusive a seus pais ou representantes legais, salvo quando a não revelação possa acarretar dano ao paciente.”

3. Tempo de armazenamento

Prontuários em suporte de papel devem ser preservados por no mínimo 20 anos a partir do último registro.

O papel só pode ser eliminado após seu arquivamento, por microfilmagem ou outras técnicas. 

Ao digitalizar um prontuário antigo e salvá-lo em um prontuário eletrônico, você pode eliminar os papéis e usar o espaço da sua clínica de forma mais produtiva e inteligente.

O que deve ter no prontuário médico?

Veja a seguir quais são as informações que devem constar em todos os prontuários, de acordo com a resolução nº 1.638/2002 do CFM.

1. Identificação do paciente

Nome completo, data de nascimento com dia, mês e ano com quatro dígitos, sexo biológico, gênero, nome da mãe, naturalidade com município e estado de nascimento e endereço completo.

Também é recomendável registrar dados complementares como etnia, estado civil, escolaridade, profissão, dados familiares e formas de contato.

Apesar dessas informações não serem obrigatórias, elas podem ser úteis para conhecer seu paciente como uma pessoa além de sua doença e ao construir seu público-alvo no marketing médico.

2. Anamnese

Exame físico, exames complementares, resultados dos exames, hipóteses diagnósticas, diagnóstico final, tratamento receitado, todas essas observações devem constar no prontuário.

Ao manter esses registros organizados, você facilita a leitura para outros profissionais de saúde e tem um respaldo jurídico sobre tudo que aconteceu com o paciente.

3. Evolução do paciente

É essencial registrar a evolução do tratamento. 

No caso de hospitais, é preciso registrar a evolução diária, com data e hora, além de discriminação dos procedimentos feitos e profissionais que realizaram.

Em outras instituições, como clínicas e consultórios, é necessário registrar a evolução por meio dos retornos presenciais ou pelas Teleconsultas.

Segundo o CFM, os prontuários de papel devem obrigatoriamente estarem legíveis com a letra do médico responsável pelo procedimento, terem identificação, assinatura e número do CRM.

Os prontuários eletrônicos não exigem todo esse cuidado porque eles fazem esses registros automaticamente, os profissionais de saúde só precisam entrar com seus logins e senhas exclusivos.

4. Prescrição de medicamentos

Todo prontuário também deve conter as receitas prescritas para o paciente, seja como um anexo no prontuário de papel ou como uma parte do prontuário eletrônico.

O ideal é que você tenha uma prescrição eletrônica com assinatura digital. Assim, suas receitas não correm nenhum risco de serem fraudadas e podem ser enviadas de qualquer lugar para o paciente.

5. Sumário de transferência, alta ou óbito

Um registro de transferência ou óbito são mais comuns em hospitais e ambulatórios, mas é importante que você também registre quando seu paciente terminou o tratamento ou foi ao falecimento.

Agora que você sabe tudo que deve constar no prontuário do paciente, conheça as principais diferenças entre um prontuário eletrônico e um prontuário de papel.

Prontuário eletrônico e prontuário de papel: qual o melhor?

O prontuário de papel é a forma tradicional de armazenar as informações, porém, a cada ano ele se torna mais inviável, principalmente quando pensamos em normas do CFM.

O prontuário é um documento que deve ser compartilhado com facilidade, ter uma segurança de dados de excelência e centralizar todos os dados de saúde.

O papel pode ser acessado por qualquer pessoa, o médico precisa voltar até a clínica e imprimir para entregar uma cópia, e os prontuários se acumulam ao ponto de precisar de várias salas de arquivo na clínica.

Portanto, a conclusão final é que o melhor prontuário é o eletrônico, tanto pela praticidade e facilidade de usar, quanto pela segurança de dados que aumenta consideravelmente.

Sem contar que o prontuário eletrônico pode ser 100% personalizável e garantir agilidade na sua consulta, assim, você tem mais tempo para focar no paciente.

Relatório médico: o que é, para que serve e sua importância

Um relatório médico é um direito do paciente e obrigação legal do médico. Para construir um bom relatório, é preciso ter dados completos do paciente, descrição do caso e identificação do médico.

Esse documento é um dos mais importantes no serviço de saúde, pois é uma declaração oficial das condições do paciente, assim como sua evolução e histórico.

Ele é fundamental para conseguir benefícios como os do INSS, ou seja, é essencial que seja descrito da forma mais correta e precisa possível.

Neste artigo você vai aprender:

  • O que é um relatório médico
  • Qual a importância do relatório médico
  • O que o CFM diz sobre relatório médico e o direito do paciente
  • Vantagens do relatório médico para a relação com o paciente
  • Tipos de relatórios médicos
  • Como fazer um relatório médico
  • Qual a diferença entre relatório médico, laudo e atestado

O que é um relatório médico?

relatório médico é uma descrição completa sobre o caso clínico do paciente. Ele possui validade jurídica, natureza declaratória, aborda tratamentos e evolução, mas não um diagnóstico.

Como seu objetivo é apenas descrever o estado do paciente, o documento é utilizado para análise do INSS, cobertura de planos de saúde e concessão de benefícios garantidos por leis.

Ele também pode ser utilizado quando a pessoa opta por trocar de médico ou estabelecimento médico, logo, é importante que o profissional tenha um histórico completo para dar continuidade no tratamento.

Qual a importância do relatório médico?

Você já notou que o relatório médico é um documento sério que o paciente pode solicitar sempre que necessário, mas é preciso enfatizar que ele é uma obrigação prevista no Código de Ética Médica, artigo 91.

Os profissionais de saúde não podem cobrar para produzir o documento e não devem emitir juízo de valor. O relatório pode permitir que o paciente receba alta, benefícios ou continue seu tratamento.

O que o CFM diz sobre relatório médico e o direito do paciente?

O Conselho Federal de Medicina especifica como fazer o relatório de forma correta e enfatiza que o profissional deve descrever informações essenciais sobre o paciente.

O conteúdo pode variar de acordo com o motivo da solicitação do documento, mas geralmente vemos essas informações:

  • Descrição do caso clínico;
  • Resultados de exames;
  • Prognósticos;
  • Condutas terapêuticas;
  • Possíveis sequelas;
  • Limitações físicas.

Caso o médico ache necessário, é possível deixar sugestões no documento, como afastamento, tempo de repouso e aposentaria, mas não é obrigatório.

Essa não obrigatoriedade se dá porque o relatório é um documento para que o perito julgue o caso, logo, não cabe ao médico que produz o relatório tomar decisões, apenas descrever.

Vantagens do relatório médico para a relação com o paciente

O relatório não é apenas uma obrigação legal, mas também uma forma de melhorar a relação médico-paciente.

Por meio do documento, o paciente consegue obter benefícios importantes, como aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, entre outros.

As entidades oficiais também se beneficiam, porque um relatório médico bem produzido dá evidências suficientes para que o perito chegue a uma conclusão com mais facilidade.

Ou seja, como o relatório mostra a qualidade da sua assistência médica, o paciente ficará tranquilo, porque sabe que o documento trará informações verdadeiras.

Tipos de relatórios médicos

Existem duas classificações de relatórios médicos:

  • Relatório Médico Legal: descreve a perícia médica diante de solicitações específicas, como um inquérito policial que possui perguntas específicas;
  • Relatório Médico para INSS: descreve de forma mais abrangente o caso do paciente, apresentando histórico, consultas, resultados de exames, tratamentos, entre outros. É utilizado para requisitar benefícios do INSS.

Também há relatórios mais gerais, como aqueles feitos após a alta ou para dar continuidade no tratamento em outras instituições.

Como fazer um relatório médico?

1. Preencha todos os dados com atenção

O primeiro passo é preencher todos dados necessários com cuidado e atenção, principalmente se for escrito à mão, porque deve ser legível e se possível, sem rasuras.

Dependendo da solicitação, as informações presentes no relatório irão variar, mas sempre é preciso identificar o paciente e se identificar juntamente com seu registro no CRM.

Além do seu nome completo e registro, é necessário ter um carimbo assinado ou assinatura digital, caso opte por um documento eletrônico.

documento eletrônico é mais recomendável porque não há chances de ser ilegível ou ter rasuras. Ele também oferece mais segurança de dados, já que sua assinatura digital não pode ser falsificada.

Caso a doença do paciente gere consequências severas em sua qualidade de vida, tenha ainda mais cautela, porque o tratamento será ainda mais rigoroso.

Faça de tudo para que o perito tenha clareza total sobre as limitações do paciente. Adicione resultados de exames, análises e todas as descrições que julgar necessário.

2. Descreva detalhadamente o caso

resolução nº 1.851 do Conselho Federal de Medicina traz orientações sobre como detalhar o caso clínico, consulte-a sempre que quiser relembrar como produzir o relatório médico.

Lembre-se que o documento não tem finalidade diagnóstica, ou seja, você não pode trazer seu julgamento de valor, apenas completar com informações relevantes.

3. Torne o relatório médico confiável com a tecnologia

Um relatório de papel pode ser prejudicado por acidentes como derramamento de líquidos, amassados, e pode ser visto por qualquer pessoa, caso alguma falha ocorra no processo de transporte.

Um relatório eletrônico não é perdido e impossibilita alterações posteriores. Ele também pode ser enviado diretamente para o paciente sem que ele precise sair de casa.

O ideal é você ter um software médico com um prontuário eletrônico de qualidade, que impossibilite que você realize alterações após os términos das consultas.

Assim, você consegue ter respaldo jurídico de que todas as suas observações são confiáveis.

4. Defina um modelo padrão para seus relatórios

Para agilizar a produção dos documentos, crie um modelo padrão para cada tipo de relatório. Essa prática é mais eficiente quando você possui um prontuário eletrônico.

Dessa forma, ao invés de sempre digitar as mesmas coisas, você apenas completa o que for singular para cada paciente e tem menos chance de cometer erros, como se esquecer de algum dado.

5. Revise seu relatório

Mesmo que você já produza relatórios médicos há muitos anos, o modo automático às vezes faz com que cometamos erros comuns.

Por isso, após finalizar o documento, deixe-o de lado por alguns minutos para tirar o “olhar viciado” e revise todas as informações que escreveu.

Você pode se lembrar de um detalhe importante e mesmo que não falte nada, se sentirá mais seguro de que entregou um documento completo que será útil para o paciente.

Qual a diferença entre relatório médico, laudo e atestado?

laudo médico tem o objetivo de descrever conclusões tiradas após um resultado de um exame. Ele é assinado por um especialista e é fundamental para a continuidade da assistência médica.

atestado médico é apenas uma declaração sobre um fato médico e suas consequências, como uma espécie de comprovação que o paciente tem uma doença.

Ele é utilizado quando o paciente precisa faltar no trabalho e a empresa exige que um atestado seja apresentado.

As principais diferenças entre um laudo, um atestado e um relatório, é que o relatório médico não contém juízo de valor ou diagnóstico, porque apenas descreve detalhadamente o caso clínico do paciente.

Espero que tenha aprendido tudo que precisa sobre o relatório médico! 

5 passos para diminuir os custos do consultório

Um relatório médico é um direito do paciente e obrigação legal do médico. Para construir um bom relatório, é preciso ter dados completos do paciente, descrição do caso e identificação do médico.

Esse documento é um dos mais importantes no serviço de saúde, pois é uma declaração oficial das condições do paciente, assim como sua evolução e histórico.

Ele é fundamental para conseguir benefícios como os do INSS, ou seja, é essencial que seja descrito da forma mais correta e precisa possível.

Neste artigo você vai aprender:

  • O que é um relatório médico
  • Qual a importância do relatório médico
  • O que o CFM diz sobre relatório médico e o direito do paciente
  • Vantagens do relatório médico para a relação com o paciente
  • Tipos de relatórios médicos
  • Como fazer um relatório médico
  • Qual a diferença entre relatório médico, laudo e atestado

O que é um relatório médico?

relatório médico é uma descrição completa sobre o caso clínico do paciente. Ele possui validade jurídica, natureza declaratória, aborda tratamentos e evolução, mas não um diagnóstico.

Como seu objetivo é apenas descrever o estado do paciente, o documento é utilizado para análise do INSS, cobertura de planos de saúde e concessão de benefícios garantidos por leis.

Ele também pode ser utilizado quando a pessoa opta por trocar de médico ou estabelecimento médico, logo, é importante que o profissional tenha um histórico completo para dar continuidade no tratamento.

Qual a importância do relatório médico?

Você já notou que o relatório médico é um documento sério que o paciente pode solicitar sempre que necessário, mas é preciso enfatizar que ele é uma obrigação prevista no Código de Ética Médica, artigo 91.

Os profissionais de saúde não podem cobrar para produzir o documento e não devem emitir juízo de valor. O relatório pode permitir que o paciente receba alta, benefícios ou continue seu tratamento.

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O que o CFM diz sobre relatório médico e o direito do paciente?

O Conselho Federal de Medicina especifica como fazer o relatório de forma correta e enfatiza que o profissional deve descrever informações essenciais sobre o paciente.

O conteúdo pode variar de acordo com o motivo da solicitação do documento, mas geralmente vemos essas informações:

  • Descrição do caso clínico;
  • Resultados de exames;
  • Prognósticos;
  • Condutas terapêuticas;
  • Possíveis sequelas;
  • Limitações físicas.

Caso o médico ache necessário, é possível deixar sugestões no documento, como afastamento, tempo de repouso e aposentaria, mas não é obrigatório.

Essa não obrigatoriedade se dá porque o relatório é um documento para que o perito julgue o caso, logo, não cabe ao médico que produz o relatório tomar decisões, apenas descrever.

Vantagens do relatório médico para a relação com o paciente

O relatório não é apenas uma obrigação legal, mas também uma forma de melhorar a relação médico-paciente.

Por meio do documento, o paciente consegue obter benefícios importantes, como aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, entre outros.

As entidades oficiais também se beneficiam, porque um relatório médico bem produzido dá evidências suficientes para que o perito chegue a uma conclusão com mais facilidade.

Ou seja, como o relatório mostra a qualidade da sua assistência médica, o paciente ficará tranquilo, porque sabe que o documento trará informações verdadeiras.

Tipos de relatórios médicos

Existem duas classificações de relatórios médicos:

  • Relatório Médico Legal: descreve a perícia médica diante de solicitações específicas, como um inquérito policial que possui perguntas específicas;
  • Relatório Médico para INSS: descreve de forma mais abrangente o caso do paciente, apresentando histórico, consultas, resultados de exames, tratamentos, entre outros. É utilizado para requisitar benefícios do INSS.

Também há relatórios mais gerais, como aqueles feitos após a alta ou para dar continuidade no tratamento em outras instituições.

Como fazer um relatório médico?

1. Preencha todos os dados com atenção

O primeiro passo é preencher todos dados necessários com cuidado e atenção, principalmente se for escrito à mão, porque deve ser legível e se possível, sem rasuras.

Dependendo da solicitação, as informações presentes no relatório irão variar, mas sempre é preciso identificar o paciente e se identificar juntamente com seu registro no CRM.

Além do seu nome completo e registro, é necessário ter um carimbo assinado ou assinatura digital, caso opte por um documento eletrônico.

documento eletrônico é mais recomendável porque não há chances de ser ilegível ou ter rasuras. Ele também oferece mais segurança de dados, já que sua assinatura digital não pode ser falsificada.

Caso a doença do paciente gere consequências severas em sua qualidade de vida, tenha ainda mais cautela, porque o tratamento será ainda mais rigoroso.

Faça de tudo para que o perito tenha clareza total sobre as limitações do paciente. Adicione resultados de exames, análises e todas as descrições que julgar necessário.

2. Descreva detalhadamente o caso

resolução nº 1.851 do Conselho Federal de Medicina traz orientações sobre como detalhar o caso clínico, consulte-a sempre que quiser relembrar como produzir o relatório médico.

Lembre-se que o documento não tem finalidade diagnóstica, ou seja, você não pode trazer seu julgamento de valor, apenas completar com informações relevantes.

3. Torne o relatório médico confiável com a tecnologia

Um relatório de papel pode ser prejudicado por acidentes como derramamento de líquidos, amassados, e pode ser visto por qualquer pessoa, caso alguma falha ocorra no processo de transporte.

Um relatório eletrônico não é perdido e impossibilita alterações posteriores. Ele também pode ser enviado diretamente para o paciente sem que ele precise sair de casa.

O ideal é você ter um software médico com um prontuário eletrônico de qualidade, que impossibilite que você realize alterações após os términos das consultas.

Assim, você consegue ter respaldo jurídico de que todas as suas observações são confiáveis.

4. Defina um modelo padrão para seus relatórios

Para agilizar a produção dos documentos, crie um modelo padrão para cada tipo de relatório. Essa prática é mais eficiente quando você possui um prontuário eletrônico.

Dessa forma, ao invés de sempre digitar as mesmas coisas, você apenas completa o que for singular para cada paciente e tem menos chance de cometer erros, como se esquecer de algum dado.

5. Revise seu relatório

Mesmo que você já produza relatórios médicos há muitos anos, o modo automático às vezes faz com que cometamos erros comuns.

Por isso, após finalizar o documento, deixe-o de lado por alguns minutos para tirar o “olhar viciado” e revise todas as informações que escreveu.

Você pode se lembrar de um detalhe importante e mesmo que não falte nada, se sentirá mais seguro de que entregou um documento completo que será útil para o paciente.

Qual a diferença entre relatório médico, laudo e atestado?

laudo médico tem o objetivo de descrever conclusões tiradas após um resultado de um exame. Ele é assinado por um especialista e é fundamental para a continuidade da assistência médica.

atestado médico é apenas uma declaração sobre um fato médico e suas consequências, como uma espécie de comprovação que o paciente tem uma doença.

Ele é utilizado quando o paciente precisa faltar no trabalho e a empresa exige que um atestado seja apresentado.

As principais diferenças entre um laudo, um atestado e um relatório, é que o relatório médico não contém juízo de valor ou diagnóstico, porque apenas descreve detalhadamente o caso clínico do paciente.

Espero que tenha aprendido tudo que precisa sobre o relatório médico! 

Marketing médico: o que é e como utilizá-lo

Você já ouviu falar em marketing médico? Pois bem, é sobre esse assunto que falaremos hoje!

Muitos médicos e especialistas da saúde utilizam o marketing como forma de divulgar seus respectivos trabalhos e promover determinados cuidados ao público. 

Infelizmente, algumas pessoas se enganam ao pensar que este método se trata de autopromoção ou algum tipo de prática antiética. 

Pelo contrário, o marketing médico possibilita o conhecimento, o suporte e o fomento de novos atendimentos. 

Se você deseja entender melhor sobre essa prática, acompanhe o post que preparamos para você!

O que é marketing médico?

marketing médico
Saiba tudo sobre marketing médico! | Imagem: Pixabay

Em síntese, o marketing médico se trata de várias ações que formulam uma visão sobre o trabalho de determinado profissional da saúde.

De maneira direta, o médico conquista novos pacientes através de seus conteúdos e táticas de conversão. Com isso, a sua cartela de pacientes crescerá juntamente com o seu faturamento.

Uma vez aplicadas tais técnicas, você poderá não apenas dobrar a quantidade de pacientes, mas também se destacar frente à concorrência e gerar mais credibilidade ao público.

Por se tratar da área da saúde, sua imagem e seu atendimento precisam ser referências no meio em que você atua.

Qual é a relevância do marketing médico?

Nesse sentido, podemos considerar o marketing médico como uma das alternativas feitas para atrair pessoas e, por consequência, futuros pacientes.

No entanto, levamos em conta que apenas o marketing não será o suficiente para garantir volume em seu consultório.

Outros pontos como: estrutura, funcionários, recepção, atendimento e resolução, também contam como critérios fundamentais.

E se mesmo com toda a estrutura você não consegue boas demandas, o marketing pode entrar para resolver este problema, e você irá entender isso mais à frente.

O seu paciente pesquisa sobre você na internet

Foi exatamente o que você leu: o seu paciente te procura na internet!

Se um paciente chegou até a sua mesa para que você o atenda, muitas etapas anteriores foram necessárias.

Considerando que a internet é altamente utilizada para embasamentos e referências, é muito provável que o seu paciente tenha procurado conteúdos sobre você, a fim de saber se a escolha que ele está fazendo é segura.

Se não sobre você, ele pode ter procurado informações sobre a clínica.

E considerando isso, é bastante importante que você mantenha sua referência no topo. 

Entenda como nos próximos parágrafos! 

Comece criando o seu marketing médico

Agora que você já entendeu a relevância do marketing médico, chegou o momento de aplicá-lo em sua rotina.

Para isso, separamos quatro opções de estratégias que você pode adotar em seu cotidiano:

  • Utilize as redes sociais: Sem dúvidas, as redes sociais podem ser definidas como os ambientes mais propícios para divulgar o seu trabalho. Criar conteúdos e interações com o público, certamente atrai novos pacientes para o seu atendimento.
  • Pesquise por redes exclusivas: Além das redes sociais convencionais, você também pode optar por plataformas específicas da área da saúde. Nelas, dúvidas entre pacientes e médicos podem ser esclarecidas ao mesmo tempo em que você divulga seu trabalho e conhecimento.
  • Aproveite o e-mail marketing: O e-mail marketing pode ser uma das alternativas utilizadas para manter o interesse de alguém que já conhece o seu conteúdo. Vale apostar em algumas plataformas exclusivas para essa função.
  • Garanta uma identidade visual: Se você deseja ser reconhecido com facilidade, crie sua própria identidade visual. Um consultório que a possui, pode ser facilmente usado como referência para converter novos pacientes.

O que não fazer no Marketing Médico

Ainda que tudo pareça ser muito fácil, vale considerar os cuidados que você precisa ter ao colocar suas táticas no mercado.

O marketing médico é uma atividade controlada pelo Conselho Federal de Medicina, e não pode ser realizada de qualquer modo.

Veja os tópicos de atenção:

  • Não atender outras especialidades que não se relacionem com a sua;
  • Não possuir envolvimento com propagandas enganosas;
  • Não exibir fotos ou vídeos de pacientes sem a devida permissão;
  • Não realizar consultas ou diagnósticos a distância.

De todos os modos, aconselha-se examinar cautelosamente todos os direitos e deveres dessa prática.

Conclusão

Agora que você conheceu mais sobre o marketing médico, está na hora de iniciar o seu!

Se este post foi útil para você, acompanhe novos assuntos em nosso blog com apenas um clique.

Até a próxima!