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Doenças pulmonares: qual é o médico especialista?

Se você apresentar tosse (seca ou não), falta de ar ou outros sintomas, como cansaço sem esforço, roncos, rouquidão, dor ou chiado no peito, e infecções respiratórias frequentes, chegou a hora de você consultar um pneumologista, pois esses são sintomas de doenças pulmonares.

No entanto, existem algumas doenças de curta duração que acabam afetando seus pulmões, como a gripe ou a pneumonia. Nestes casos é possível receber todos os cuidados de um médico generalista.

O pneumologista estuda o sistema respiratório e as doenças que afetam boca e nariz; seios da face; garganta (faringe); caixa de voz (laringe); traqueia; brônquios; bronquíolos; alvéolos e diafragma. Alguns podem se especializar em pacientes mais jovens ou mais velhos.

Doenças que eles tratam

Certos pneumologistas acabam tratando doenças bem específicas, como asma, fibrose pulmonar e DPOC (enfisema e a bronquite crônica). As lesões geralmente são irreversíveis e os sintomas incluem falta de ar, sibilos ou tosse crônica. Para minimizar danos maiores são utilizados inaladores e esteroides. Mas não é somente estas enfermidades que estes médicos tratam, existem outras tais como:

  • Bronquiectasia: danifica as vias aéreas, fazendo com que se dilatem e se tornem flácidas ou com cicatrizes;
  • Pneumonia;
  • Covid-19 que causa problemas respiratórios graves;
  • Câncer;
  • Tuberculose: infecção bacteriana dos pulmões;
  • Hipertensão pulmonar: ou pressão alta nas artérias dos pulmões;
  • Doença pulmonar intersticial: causam cicatrizes e enrijecem o órgão;
  • Apneia obstrutiva do sono: pausas repetidas na respiração

Para descobrir qual a doença pulmonar específica que o paciente desenvolveu os pneumologistas usam vários testes como exame de sangue, broncoscopia (utilização de tubo fino e flexível com uma câmera na extremidade para ver o interior dos pulmões e das vias respiratórias), raio X, tomografia computadorizada e espirometria (testa o funcionamento de seus pulmões, medindo com que dificuldade você consegue inspirar e expirar o ar).

O especialista está apto a realizar procedimentos especiais como higiene pulmonar, ablação das vias aéreas, biópsia e broncoscopia. E para que fazer testes? Isto porque às vezes, os sinais são mal interpretados e o paciente acaba se confundindo, atribuindo a causas diversas e diagnósticos que não estão corretos.

É exatamente por isto que os especialistas da área devem ser acionados. Para que seja feita uma boa investigação dos sintomas relacionados à função respiratória e outras queixas torácicas. Desta forma, a avaliação clínica e o pedido de exames complementares serão eficientes.

Casos de doenças pulmonares no mundo inteiro

Relatório do Fórum das Sociedades Respiratórias Internacionais (FIRS) relacionam as doenças pulmonares com fatores do meio ambiente. A fumaça do tabaco, a poluição do ar em ambientes fechados devido à queima de combustíveis, a poluição do ar por trânsito e as fontes industriais são destacadas como causas principais no desenvolvimento das enfermidades.

A Organização Mundial da Saúde adverte a necessidade da prevenção. Evite respirar ar insalubre, reduza o consumo de tabaco e a exposição passiva ao fumo. Mantenha uma nutrição apropriada e atividades físicas. O fortalecimento de programas de imunização infantil e maior disponibilidade de vacina pneumocócica conjugada devem ser prioridade em países de baixa renda.

Trombofilia na gravidez: quais são os principais cuidados

Você sabe o que é a trombofilia? Esta é uma doença que se manifesta em mulheres grávidas. O sangue forma coágulos, entupindo a circulação dos vasos sanguíneos.

Esta anormalidade requer muita atenção médica e tratamento especial durante os nove meses de gestação. As complicações variam de uma trombose nas pernas e outros membros, com inchaço, vermelhidão, dores, dilatação das veias, até complicações como embolia pulmonar, levando o óbito na mulher.

A trombofilia na gravidez pode levar a abortos precoces, morte fetal e prematuridade. Isto acontece porque mesmo quando o óvulo fecundado se fixa na parede uterina, o feto não consegue se desenvolver plenamente.

Inclusive, quando a doença ocorre em gestantes, um dos sinais mais visíveis é o crescimento anormal da barriga, que cresce pouco.

A doença causa a oclusão dos vasos, responsáveis pela formação da placenta, dificultando a passagem dos nutrientes. Já com a mãe, uma das complicações que mais precisam ser levadas a sério é a embolia pulmonar (para quem não sabe, quando as artérias do pulmão ficam obstruídas), podendo causar a morte.

Cuidados especiais

Para diminuir a prevalência da enfermidade, é preciso identificar o mais rápido possível os fatores de risco. O ideal é realizar testes laboratoriais simples, confiáveis e baratos, pois o diagnóstico precoce favorece melhores resultados. O exame pode ser solicitado para mulheres com histórico familiar e a partir de três abortos espontâneos.

O teste é realizado por meio de exame de sangue, capaz de identificar mutações genéticas em relação à coagulação sanguínea. Recomenda-se que a mulher faça uma avaliação diretamente com o cirurgião vascular e, em caso positivo, o tratamento precisa ser iniciado o mais rápido possível com a administração de anticoagulantes.

Estes medicamentos restabelecem a coagulação sanguínea adequada e ajudam a evitar a trombose. A prescrição é feita de acordo com as características de cada quadro. O tratamento é ajustado para a gravidez e mantido até 24 horas antes do parto. Após o nascimento do bebê, a administração é reiniciada.

Grupo de risco da trombofilia

Correm mais riscos mulheres com obesidade, sedentárias, cadeirantes e fumantes. Especialistas recomendam o uso de meias elásticas de média compressão para estimular a circulação sanguínea e evitar a formação de trombos.

Se possível, em viagem de avião, evitar trajetos com mais de quatro horas. Outro cuidado importante e que pode ser adotado é um acompanhamento médico no pré-natal de forma assídua e rigorosa.

Para as gestantes, ou aquelas que estão tentando engravidar, os obstetras fornecem o respaldo inicial, mas, dependendo dos riscos apresentados, o ideal é fazer o acompanhamento multidisciplinar.

Estudiosos reforçam que nem todas as mulheres com trombofilia chegarão a apresentar trombose durante a gravidez, mesmo assim a condição deve ser acompanhada bem de perto.

Dengue, Zika e Chikungunya: saiba como diferenciar os sintomas

Você é capaz de diferenciar as características da Dengue, Zika e Chikungunya? Em comum, todas são transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti, visualmente reconhecido por ter em média menos de 1 centímetro de tamanho, escuro e com riscos brancos nas patas, cabeça e corpo.

Perigosas e podendo levar à morte, a Dengue provoca febre aguda. A grande maioria dos pacientes se recupera, mas uma pequena parte progride para doença grave. O risco de gravidade e morte aumenta quando a pessoa tem alguma doença crônica, como diabetes e hipertensão, mesmo tratada.

O Zica vírus ficou conhecido em todo o país ao provocar o nascimento de bebês com microcefalia (cabeça menor do que a média para a sua idade e sexo).

Por outro lado, a febre Chikungunya pode causar sequelas como dores crônicas nas juntas por longo período de tempo. Para estabelecer se o paciente está com Zika, Dengue ou Chikungunya, além de examinar os sintomas, o médico pode solicitar exames para confirmar o diagnóstico. Saiba mais sobre cada uma delas a seguir!

Dengue

A dengue é uma doença viral transmitida por mosquito que se espalha mais rapidamente no mundo e dissemina-se especialmente nos países tropicais e subtropicais, onde as condições do meio ambiente favorecem o desenvolvimento e a proliferação do Aedes aegypti e Aedes albopictus. Dengue é uma doença febril grave causada por um arbovírus.

Existem quatro tipos de vírus de dengue (sorotipos 1, 2, 3 e 4). Cada pessoa pode ter os 4 sorotipos da doença, mas a infecção por um deles gera imunidade. Não há transmissão da mulher grávida para o feto, e a infecção pode levar a mãe a abortar ou ter um parto prematuro, além da gestante estar mais exposta para desenvolver o quadro grave.

Quais são os sintomas da dengue?

Entre os sintomas da dengue, incluem-se:

  • Manchas vermelhas no corpo
  • Dor de cabeça
  • Falta de apetite
  • Mal estar
  • Febre alta
  • Vômitos persistentes
  • Sangramento de mucosa ou outra hemorragia
  • Aumento progressivo do hematócrito
  • Queda abrupta das plaquetas
  • Dores musculares intensas
  • Dor abdominal intensa e contínua, ou dor à palpação do abdome
  • Dor ao movimentar os olhos

Qual é o tratamento da dengue?

O tratamento da dengue é bem simples:

  • Fazer repouso
  • Ingerir bastante líquido
  • Hidratação por via oral ou intravenosa

Zika vírus

Um pouco diferente da dengue, o Zika vírus provoca o desenvolvimento de complicações neurológicas, como encefalites, Síndrome de Guillain Barré e outras doenças neurológicas. Uma das principais complicações é a microcefalia.

Quais são os sintomas do Zika vírus?

Alguns dos sintomas mais comuns são:

  • Manchas vermelhas em todo o corpo com muita coceira depois de alguns dias
  • Mialgia e dor de cabeça
  • Dores pelo corpo e nas juntas
  • Febre baixa
  • Conjuntivite

Como é o tratamento?

O tratamento do Zika vírus, assim como o da dengue, não é algo muito complexo. Porém, ele envolve o uso de analgésicos e antitérmicos.

Chikungunya

Em se tratando de Chikungunya, a dor articular está presente em 70% a 100% dos casos, é intensa e afeta principalmente pés e mãos (geralmente tornozelos e pulsos).

O nome significa aqueles que se dobram em swahili, um dos idiomas da Tanzânia. A palavra refere-se à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada, na Tanzânia, localizada no leste da África, entre 1952 e 1953.

Mães com Febre de Chikungunya no período perinatal podem transmitir o vírus aos nascidos por via vertical, com taxa de transmissão de até 85%, ocasionando formas graves em cerca de 90% dos neonatos

Sintomas da Chikungunya

Depois de saber os sintomas da dengue e do Zika vírus, vamos aos da Chikungunya:

  • Manchas vermelhas ou dores pelo corpo
  • Dores pelo corpo e nas juntas (joelhos, cotovelos, tornozelos)
  • Mal estar
  • Dor de cabeça
  • Febre

E o tratamento?

Assim como no Zika vírus, o uso de analgésicos e anti-inflamatórios para aliviar febre e dores também é recomendado quando uma pessoa é infectada com o Chikungunya.

Elimine o mosquito da Dengue, Zika e Chikungunya

Eliminar o mosquito transmissor destas doenças é fundamental, ainda mais em um país tropical como o Brasil. O Aedes costuma ter sua circulação intensificada no verão, em virtude da combinação da temperatura mais quente e chuvas.

Para se reproduzir, ele precisa de locais com água parada. Por isso, o cuidado para evitar a sua proliferação busca eliminar esses possíveis criadouros, impedindo o nascimento do mosquito.

Os depósitos preferenciais do mosquito para depositar seus ovos são recipientes domiciliares com água parada. Os principais exemplos são pneus, latas, vidros, cacos de garrafa, pratos de vasos, caixas d’água ou outros reservatórios mal tampados, entre outros.

Insolação: qual médico procurar para tratar?

Um grande problema para quem tem, em especial, a pele muito branca é se expor por várias horas ao sol e pegar uma insolação.

Normalmente isto acontece em ambientes muito quentes ou em situações que provoquem aumento rápido da temperatura corporal. Por exemplo, não passar protetor solar (na praia, clube ou piscina), praticar atividades extenuantes, usar excesso de roupas no calor e ficar sem se hidratar por muito tempo.

Em casos graves é necessário procurar atendimento médico de emergência. Ou seja, qualquer clínico em pronto-socorro poderá prestar o atendimento. O melhor é levar a pessoa imediatamente ao hospital ou solicitar apoio de urgência e emergência (SAMU 192).

A insolação causa sintomas que vão aparecendo aos poucos. Os primeiros sinais são dores de cabeça, tontura, náusea, pele quente e seca, pulso rápido, temperatura elevada, distúrbios visuais e confusão mental.

Até a chegada de um médico e dos primeiros socorros, algumas medidas podem ser tomadas para ajudar a baixar a temperatura corporal, lenta e gradativamente.

O que fazer com uma pessoa com insolação?

  1. Remova a pessoa para um local fresco, à sombra e ventilado e retire o máximo de peças de roupas;
  2. Se estiver consciente, deverá ser mantida em repouso e recostada (cabeça elevada);
  3. Ofereça bastante água fria ou gelada ou qualquer líquido não alcoólico;
  4. Aplique compressas de água fria na testa, pescoço, axilas e virilhas;
  5. Tão logo seja possível, a pessoa deverá ser imersa em banho frio ou envolta em panos ou roupas encharcadas.

O diagnóstico da insolação é basicamente clínico. O profissional de saúde poderá pedir exames detalhados para averiguar o nível da insolação e comprometimento de algum órgão.

Os exames mais usados são o hemograma, urina, testes de função muscular e de imagem. Quando levados para a unidade de terapia intensiva (UTI), os pacientes com insolação podem ter pressão arterial baixa e não respirar adequadamente; portanto, um tubo e um soro intravenoso são geralmente usados.

Para casos muito graves, um dispositivo conhecido como resfriador endovascular é inserido no vaso sanguíneo da coxa, de modo muito semelhante à diálise, para resfriar o sangue.

Outro método é deixar correr água por meio de um tubo inserido pelo nariz até o estômago ou cirurgicamente para resfriar o corpo.

Danos para a saúde

A insolação pode causar convulsões, lesões cerebrais e problemas no fígado, rins e circulação. Também pode afetar a capacidade de coagulação do sangue.

Quando o corpo está muito desidratado, a pressão arterial cai à medida que os vasos se dilatam e os rins não fornecem oxigênio suficiente. Sem tratamento imediato, as chances de óbito são altas ou as pessoas ficam com sequelas irreversíveis. Além disso, os rins podem ficar comprometidos.

Com tantos danos, a principal dica que podemos dar é: previna-se! Evite permanecer sob o sol entre às 10h e às 16h e ficar muito tempo no carro em dias de sol, use roupas leves e protetor solar, beba muitos líquidos e consuma alimentos leves, como frutas e verduras.

Como saber se você corre o risco de ter doenças hereditárias?

Doenças hereditárias são comuns. Inclusive, um bom exemplo foi o caso da atriz norte-americana Angelina Jolie, que retirou os seios ao pesquisar sobre as probabilidades de ter câncer de mama, assim como sua mãe. Pois uma predisposição aumentada a ter uma doença específica também é chamada de suscetibilidade genética, geralmente herdada de um dos nossos pais.

As variações genéticas são baseadas em probabilidades, pequenas ou grandes, conforme o caso. Por exemplo, certas mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2 aumentam o risco de uma pessoa desenvolver câncer de mama e de ovário, caso da atriz norte-americana.

Variações em outros genes, como BARD1 e BRIP1, também aumentam o risco de surgimento do tumor nos seios, mas, neste caso, os riscos são bem menores.

Embora a composição genética de uma pessoa não possa ser alterada, infelizmente, algumas modificações ambientais e de estilo de vida (como exames de doenças mais frequentes e manutenção de um peso saudável) podem sim reduzir o risco de doenças hereditárias em pessoas com predisposição genética.

Além do câncer de mama, diabetes tipo 2, câncer de próstata e doenças cardíacas são conhecidas por terem um forte componente, além de Doença de Huntington, Mal de Alzheimer, Síndrome de Down, Síndrome de Lynch e Fibrose Cística.

Como saber se há predisposição às doenças hereditárias?

Para saber sobre predisposição à doenças hereditárias, existe no mercado os testes de DNA, em geral, feitos a partir de amostras de sangue. Eles podem estipular as probabilidades de aparecimento de mais de 2,2 mil doenças genéticas hereditárias.

O recurso está disponível para pacientes em laboratórios e clínicas. Porém, entidades de pesquisa alertam que os resultados não dão 100% de certeza, podendo apontar positivos, não informativos, negativos e variações com significados incertos. Médicos reforçam que a requisição errônea de testes e interpretação equivocada de resultados podem trazer ainda mais problemas.

Como evitar as doenças hereditárias?

Seu DNA não precisa determinar seu futuro se você considerar tomar algumas medidas para ajudar a diminuir suas chances de desenvolver determinadas doenças. Isto porque os genes interagem com o seu ambiente.

Logo, existem coisas, ações e iniciativas que podem ser feitas para amenizar os riscos, pois os testes atuam no diagnóstico, e não na prevenção.

Dieta baseada em vegetais

Pesquisadores analisaram mais de 450 mil adultos e descobriram que aqueles que seguiram uma dieta que era 70% baseada em vegetais tinham um risco 20% menor de morrer de doenças cardíacas ou derrame do que aqueles cujas dietas eram centradas em carne e laticínios.

Exercite-se

A American Heart Association recomenda 150 minutos de atividade aeróbica de intensidade moderada (como caminhada rápida) a cada semana, ou 75 minutos de atividade aeróbica de intensidade vigorosa como corrida para evitar doenças hereditárias.

Bons números

Para a melhor proteção da saúde contra doenças hereditárias cardíacas e derrame cerebral, seu LDL (colesterol “ruim”) deve ser inferior a 100, seu IMC deve ser inferior a 25, sua pressão arterial deve ser 120/80 ou inferior e sua circunferência abdominal deve ser inferior a 35 polegadas se você for uma mulher e menos de 40 polegadas se você for um homem.

E mais: perca um pouco de peso, limite seu tempo sentado, atualize todos os seus testes de saúde cardíaca e de diabetes tipo 2, e consulte seu médico mantendo sempre a sua medicação.

Poliomielite: quais são as causas e como prevenir?

Você sabia que a poliomielite foi reconhecida pela primeira vez por Jakob Heine, em 1840, e, que seu agente causador, o poliovírus, identificado em 1908 por Karl Landsteiner?

Sem dúvida, esta foi uma das doenças infantis mais temidas do século 20, causando deficiências físicas (paralisia) em milhares de pessoas, especialmente crianças, na Europa e nos Estados Unidos.

Por volta de 1910, grande parte do mundo sofreu um aumento dramático dos casos, incentivando uma corrida contra o tempo em busca da vacina. A medicação foi desenvolvida anos após, na década de 1950, reduzindo o número global dos casos. Em agosto de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou ao mundo a quase erradicação global da doença.

Causas da poliomielite

A poliomielite causa infecção por meio do poliovírus, que coloniza o trato gastrointestinal. O tempo de incubação (até os primeiros sinais e sintomas) varia de três a 35 dias, sendo mais comuns os períodos de seis a 20 dias. O agente patógeno (PV) causa doença somente em humanos. Os cientistas identificaram três sorotipos: tipo 1 (PV1), tipo 2 (PV2) e tipo 3 (PV3). O primeiro é a forma mais comumente encontrada e associada à paralisia.

O poliovírus pode ser transmitido por contato direto com alguém infectado, ou, menos comumente, pela água e alimentos contaminados. Pessoas portadoras também podem espalhar a doença pelas fezes ou pela boca de pessoas doentes, pois a falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal são fatores que favorecem a transmissão.

A poliomielite afeta principalmente crianças menores de 5 anos, no entanto, indivíduos de todas as faixas etárias que não tenham sido vacinados correm o riso de pegar a infecção. Em casos de complicações acabam causando a paralisia muscular temporária ou permanente, invalidez, deformidades ósseas e a morte.

Saiba como se prevenir

A forma mais eficaz de prevenir a poliomielite é a vacinação. A maioria das crianças nos Estados Unidos recebe quatro doses do medicamento, nas idades de dois meses de vida, quatro meses, entre 6 e 18 meses, 4 e 6 anos.

No Brasil, existem estratégias diferenciadas para crianças de 1 a 5 anos de idade. Dependendo do esquema vacinal registrado na caderneta, poderá receber a Vacina Oral Poliomielite (VOP) ou a Vacina Inativada Poliomielite (VIP).

A vacina é segura para pessoas com sistema imunológico enfraquecido, embora não seja certo quão protetora a vacina é em casos de deficiência imunológica grave. Os efeitos colaterais comuns são dor e vermelhidão no local da injeção.

A VPI pode causar uma reação alérgica em algumas pessoas. Como a vacina contém traços de antibióticos estreptomicina, polimixina B e neomicina, ela não deve ser administrada a ninguém que tenha reagido a esses medicamentos.

Os sinais e sintomas de uma reação alérgica geralmente ocorrem dentro de minutos a algumas horas após a injeção, causando dificuldade ao respirar, fraqueza, rouquidão ou respiração ofegante, frequência cardíaca rápida, urticária e tontura.

Lembrando que uma única dose de reforço de IPV dura a vida toda. Os adultos em risco incluem aqueles que viajam para partes do mundo onde a doença ainda ocorre.

Saiba como identificar e diferenciar as doenças de pele

Como maior órgão do corpo humano, existem centenas de doenças que afetam a nossa pele. As mais comuns podem ter sintomas semelhantes, por isso é importante entender as possíveis diferenças.

Ao notar algo de diferente é necessário consultar um dermatologista para diagnosticar e tratar qualquer anormalidade. Desta forma não somente sua aparência, mas também seu estilo de vida não irão sofrer mudanças. Existem várias doenças de pele, e algumas podem ser separadas por tipo.

Conheça as principais doenças de pele

Alguns problemas de pele duram por muito tempo, quase toda a vida. Podem começar na infância e se prolongar na idade adulta. Em determinados casos, a condição não é visível e nem sempre está presente, mas costuma piorar em determinados momentos.

Dermatite seborreica

dermatite seborreica

Em bebês, isso é muito comum e provocam manchas oleosas e escamosas da pele, mais comumente no couro cabeludo. É inofensivo e geralmente desaparece por conta própria.

Em adultos, pode surgir em qualquer lugar, tende a se agravar e desaparecer para o resto da vida. A pele afetada fica avermelhada, inchada e parece oleosa. Uma crosta nas cores branca e amarela também nasce na superfície e tratamentos específicos ajudam a aliviar os sintomas.

Toupeira

Toupeira - doenças de pele

São tumores comuns na pele e aparecem quando as células se aglomeram com o tecido que as envolve. A maioria das pessoas tem manchas e pode desenvolver outras de vez em quando.

A Toupeira não apresenta sintoma, mas deve ser verificada regularmente se começar a ficar cada vez maior, anormal ou mudar de cor.

Ocorrem normalmente na pele saudável e não representam necessariamente um sinal adiantado da melanoma. Esta doença apresenta assimetria (forma desigual), cor e diâmetro maior de 6 milímetros.

Outros sinais são um dolorido que não cura como o normal, vermelhidão ou inchaço em torno da área e sangramento. Duas são as causas principais do melanoma: exposição à radiação (UV) ultravioleta da luz solar e mutações genéticas.

Rosácea

Rosácea - doenças de pele

A rosácea da pele é mais comumente associada à vermelhidão. No entanto, existem subtipos e podem causar diversos sintomas, entre elas, vermelhidão típica, vasos sanguíneos visíveis e rubor; olhos vermelhos, irritados e pálpebras inchadas; erupções que se parecem com acne; pele espessa com textura irregular.

Não há cura conhecida para a rosácea, mas os sintomas podem e devem ser tratados para manter a condição sob controle.

Lúpus

Lúpus

Doença complexa que ataca o sistema imunológico, causando inflamação e dor. Embora o lúpus possa afetar qualquer parte do corpo, os sintomas na pele incluem manchas vermelhas ou formas de anéis na pele, erupções cutâneas semelhantes a queimaduras de sol no nariz e nas bochechas ou erupções cutâneas circulares que não coçam ou doem.

Eles podem ser acompanhados por outros sintomas, como dores de cabeça, febre, fadiga e articulações inchadas, rígidas ou doloridas. O tratamento inclui vários medicamentos projetados para ajudar a minimizar os danos.

Psoríase

Psoríase

Os sintomas geralmente incluem manchas de pele anormais no couro cabeludo, rosto, tronco e membros. A pele afetada é tipicamente vermelha, escamosa e com muita coceira. As áreas afetadas variam em tamanho e gravidade e incluem pústulas e erupção.

Eczema

Eczema

A condição é comumente encontrada em bebês e crianças pequenas, embora continue na idade adulta também. Os sintomas incluem erupções na face, couro cabeludo, atrás dos cotovelos ou no pescoço, pulsos, tornozelos ou pernas. As erupções cutâneas coçam muito e podem tornar-se acidentadas, mudar de cor ou engrossar.

Vitiligo

doença de pele -vitiligo

É a perda de pigmentação da pele. Manchas brancas na pele são o principal sintoma do vitiligo e aparecem mais comumente em áreas onde a pele é exposta à luz solar. Pessoas com vitiligo geralmente perdem a cor do cabelo cedo também.

Lembrando que a melhor forma de identificar e saber o tratamento de cada doenças de pele é se consultando com um dermatologista. Portanto, a qualquer sinal de problemas na pele, agende uma consulta!

Ardência ao urinar: quando este sinal é preocupante?

Pelo menos alguma vez na vida já sentiu aquela ardência incômoda ao ir no banheiro? É uma sensação de desconforto, queimação e ardência ao urinar. Pois saiba que este é um sintoma de várias doenças, entre elas a infecção do trato urinário, ou seja, na região onde a urina é produzida, armazenada e expelida.

Além de muito inconveniente, causa dores pélvicas e micção frequente. O tratamento imediato é necessário, podendo prevenir possíveis complicações como a infecção renal.

O que é uma infecção do trato urinário?

Uma infecção do trato urinário ocorre quando as bactérias crescem nos rins, bexiga ou uretra. A uretra é o tubo que conecta a bexiga à abertura entre o clitóris e a vagina para que a urina possa sair do corpo.

Uma vez instaladas, as bactérias causam estragos, incluindo ainda sentir vontade de urinar mesmo quando a bexiga está vazia, urina turva ou avermelhada.

E se a infecção se espalhar para os rins ou corrente sanguínea, a mulher também poderá ter náusea e vômito, febre, calafrios e dor no meio das costas.

Ardência ao urinar em mulheres

Existem alguns fatores de risco que podem ocasionar ou agravar infecções do trato urinário em mulheres, são eles:

  • Atividade sexual: diafragma, espermicida e alguns lubrificantes vaginais podem alterar a composição bacteriana da vagina;
  • Sistema imunológico: doenças crônicas ou agudas podem enfraquecer o sistema imunológico do corpo;
  • Disfunção miccional: condições que dificultam o esvaziamento completo da bexiga;
  • Menopausa: durante a menopausa os níveis de pH do corpo feminino mudam, alterando a flora bacteriana da vagina.

Apesar dos riscos, felizmente é possível prevenir a infecção com algumas medidas simples. Por exemplo:

  • Esvaziar a bexiga com mais frequência, pelo menos a cada quatro horas durante o dia;
  • urinar imediatamente após a relação sexual;
  • beber mais água;
  • evitar produtos femininos como fragrâncias.

É importante lembrar que não há como adivinhar o motivo da ardência ao urinar, portanto, consultar um médico é fundamental. Afinal, a ardência ao urinar nas mulheres também pode significar outros problemas de saúde como:

  • Candidíase, quando surge um crescimento excessivo de fungos na região íntima, também causado pelo enfraquecimento do sistema imune;
  • Pedras nos rins, ou o cálculo renal, que surge a partir da formação de pequenos cristais que atrapalham o funcionamento do sistema urinário;
  • Infecções sexualmente transmissíveis, contraídas por meio da relação sexual sem preservativo e apresentando corrimento amarelado, sangramento, coceira e feridas na região genital;
  • Pequenas feridas no órgão genital, podendo causar irritação e acompanhadas de sangramento. É mais frequente nas mulheres com a fricção do contato íntimo;
  • Uso de produtos de higiene íntima, na farmácia ou em qualquer drogaria, existem uma variedade de produtos oferecidos para as mulheres e que podem ser usados na região íntima.

Por mais atraentes que possam ser, provocam alergia ou desequilibram o pH. Além da ardência, vem acompanhada da coceira constante e vermelhidão na região íntima.

Os fatores de risco para os homens

Os homens também sofrem com a ardência ao urinar, e, neste caso, o incômodo pode ter outros significados. A micção dolorosa é um problema que pode revelar sintomas de doenças como infecções do trato urinário, cálculos renais, alterações na próstata e doenças sexualmente transmissíveis.

Urinar constantemente, porém sem dor, também pode ser um efeito colateral de certos medicamentos ou um sintoma de diabetes. Nestes casos, é sempre bom consultar um médico.

Doenças bacterianas X virais: quais são as diferenças

É muito comum a confusão entre o que são as doenças bacterianas e o que são as doenças virais. Para acabar com essa dúvida de uma vez por todas, vamos explicar aqui, as principais diferenças!

As doenças bacterianas

Em primeiro lugar é preciso saber sobre os aspectos relacionados à medicação. Os antibióticos geralmente matam as bactérias, microrganismos unicelulares que se proliferam em muitos tipos diferentes de ambientes. Elas são diversas e podem ter uma grande variedade de formas e recursos estruturais.

Porém, o uso inadequado de medicação ajudou a criar doenças resistentes ao tratamento e algumas variedades de bactérias vivem em extremos de frio ou calor e lixo radioativo. Outras, nos intestinos das pessoas, onde ajudam a digerir os alimentos. Elas podem se reproduzir por conta própria.

Registros fossilizados mostram que existem bactérias há cerca de 3,5 bilhões de anos. A maioria é inofensiva e algumas realmente ajudam na digestão dos alimentos, destruindo micróbios causadores de doenças, lutando contra as células cancerosas e fornecendo nutrientes essenciais. Menos de 1% causam doenças nas pessoas, mas há exceções, como infecções da garganta, do trato urinário, tuberculose, meningite, tétano, etc.

Muitas infecções bacterianas são contagiosas, o que significa que podem ser transmitidas de pessoa para pessoa. Isso pode ocorrer de muitas maneiras, incluindo toque e beijo, contato com os fluidos corporais de uma pessoa infectada, principalmente após contato sexual ou quando a pessoa tosse ou espirra, e superfícies contaminadas, como maçanetas ou torneiras.

Além de picada de inseto e consumo de água contaminada. Os sintomas duram de 10 a 14 dias e continuam a piorar em vez de melhorar. A febre é mais alta do que normalmente observada em um resfriado.

Doenças virais

Ao contrário das bactérias, os vírus não sobrevivem sem um hospedeiro. Eles só podem se reproduzir ligando-se às células, reprogramando-as para produzir novos vírus até que se rompam e morram.

Em outros, transformam células normais em malignas ou cancerosas. Os vírus, por sua vez, são ainda menores do que as bactérias e precisam necessariamente de hospedeiros vivos (pessoas, plantas ou animais) para se multiplicarem.

Caso contrário, não podem sobreviver. Assim como as infecções bacterianas, as virais também são contagiosas, podendo ser transmitidas de maneiras semelhantes às bacterianas e causando doenças como gripe, gastroenterite, catapora, sarampo, meningite, HIV, hepatite, Zika e Covid-19.

Tratamento

Os antibióticos não são eficazes contra os vírus. As vacinas foram desenvolvidas desde o início do século 20 e reduziram drasticamente o número de novos casos de doenças virais, como poliomielite, sarampo e varicela. Além disso, podem prevenir infecções como gripe, hepatite A, hepatite B, papilomavírus humano (HPV) e outros.

Diagnóstico

Em alguns casos, é difícil determinar se uma doença é viral ou bacteriana porque podem ser causadas por ambos (caso da meningite, pneumonia e diarreia). Somente o médico pode determinar a causa ao fazer um exame físico. Se necessário, também pode solicitar um teste de sangue ou urina para ajudar a confirmar o diagnóstico.

Meu resfriado é por doenças bacterianas ou virais?

Um resfriado pode causar nariz entupido ou coriza, dor de garganta e febre baixa, mas um resfriado é bacteriano ou viral?

O resfriado comum é causado por vários vírus diferentes. Não há muito que você possa fazer para tratar, exceto esperar e usar medicamentos de venda livre para ajudar a aliviar seus sintomas. Em alguns casos, uma infecção bacteriana secundária pode se desenvolver durante ou após um resfriado, evoluindo para sinusite, problema no ouvido e pneumonia.

Quais são as doenças virais mais comuns?

O fato é assustador, porém real. Os vírus são organismos microscópicos existentes em quase todos os lugares. Na realidade, são considerados a entidade biológica mais abundante do planeta e capazes de infectar os seres vivos. E variam em complexidade. Alguns podem causar doenças virais fatais, já outros provocam infecções sem reações perceptíveis.

Os efeitos variam conforme o tipo de organismo. Seu material genético, RNA ou DNA, é envolto por uma camada de proteína e lipídio (gordura) e não pode se replicar sem um hospedeiro, por isso são classificados como parasitas.

Os vírus têm diferentes formas e tamanhos, sendo descobertos a todo momento. Grande parte surge de outras espécies, preocupando os cientistas, caso do coronavírus, passado para os humanos a partir de um animal selvagem considerado uma iguaria na China.

Estes organismos microscópicos podem ser transmitidos de pessoa para pessoa e de mãe para filho durante a gravidez ou o parto. E podem se espalhar de várias formas: comer ou beber água contaminada, ter contato sexual com uma pessoa infectada com um vírus sexualmente transmissível e trocar fluidos corporais tais como saliva, tosse ou espirro.

Outras formas é tocar superfícies ou respirar gotículas transportadas pelo ar. Existe ainda a transmissão indireta de pessoa para pessoa por um hospedeiro, como um mosquito, carrapato ou rato do campo

Nesse post, vamos falar tudo o que você precisa saber sobre doenças virais.

Doenças mais comuns

A mais falada das doenças virais ultimamente e que vem contaminado e levando a morte milhões de pessoas no mundo inteiro, a Covid-19, pelo agente coronavírus. Outras séries de doenças causadas por vírus são o resfriado comum e diferentes tipos de gripe, sarampo, caxumba, rubéola, catapora, herpes, hepatite, poliomelite, raiva, febre ebola, HIV, dengue, Zika e o HPV.

Não existe cura, e, em alguns casos, somente a vacinação pode impedir sua propagação. A grande maioria das infecções virais desencadeia uma resposta do sistema imunológico, mas o HIV, por exemplo, têm maneiras de escapar das defesas do corpo.

Tratamentos para doenças virais

Quando o sistema imunológico do corpo detecta um vírus, ele começa a responder, para permitir que as células sobrevivam ao ataque. As infecções bacterianas podem ser tratadas com antibióticos, mas as virais requerem vacinações para preveni-las ou medicamentos antivirais para tratá-las. Muitas vezes, o único tratamento possível é o alívio dos sintomas.

Foi graças a pandemia da AIDS, uma doença autoimune que os antivirais foram desenvolvidos amplamente. Essas drogas não destroem o patógeno, mas inibem seu desenvolvimento e retardam o progresso da doença. Estes medicamentos também estão disponíveis para tratar a infecção pelo vírus herpes simplex, hepatite B, hepatite C, gripe, herpes e catapora.

Consequências para o corpo

Os sintomas comuns de doenças virais incluem sintomas semelhantes aos da gripe e mal-estar. No entanto, as doenças mais comuns, o resfriado comum e a gripe, são autolimitadas em pessoas geralmente saudáveis. Isso significa que a infecção causa a doença por um período de tempo, depois se resolve e os sintomas desaparecem conforme o sistema imunológico ataca o vírus e o corpo se recupera.

Em alguns casos, as doenças virais podem levar a complicações graves, possivelmente com risco de vida, como desidratação, pneumonia bacteriana e outras infecções bacterianas secundárias. Pessoas sob risco de complicações incluem aquelas que têm uma doença crônica ou um sistema imunológico suprimido ou comprometido. Em caso de dúvida, é melhor consultar seu médico de confiança.